Olivia - Professor de francês - Santa Maria
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Olivia

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Salut! Estudei Letras em nível de Doutorado na Université de Bordeaux na França,o que ajudou a me aprimorar no ensino da língua francesa.Meu objetivo é simplificar sua jornada com este idioma lindo :)

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Sobre Olivia

Sou doutoranda em Literatura/ tradução (inglês e francês) e tenho mestrado em Letras (Criação Literária). Me aprofundei nos estudos desse idioma desde o momento em que consegui as certificações francesas DELF/DALF (B1 -2018, B2 - 2019, C1 - 2024). Também fui pesquisadora visitante da Universidade de Bordeaux entre 2023 e 2024, o que me fez aperfeiçoar ainda mais a língua francesa e as noções de cultura e civilização francófona.
Sempre tento criar aulas que ensaiem diferentes situações comunicativas, pois foi assim que consolidei meu caminho com a língua francesa: lendo muito, estudando muito, mas também exercitando o idioma na prática do dia a dia.
Coloque seu francês pra jogo e faça uma aula experimental comigo :)

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Sobre a aula

  • 1º ciclo
  • 2º ciclo
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  • +20
  • níveis :

    1º ciclo

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    3º ciclo

    10º ano

    11º ano

    12º ano

    Ensino superior

    Formação para adultos

    Mestrado

    Doutoramento

    MBA

    A1

    A2

    B1

    B2

    C1

    C2

    Outra formação profissional

    Iniciante

    Intermediário

    Avançado

    Idosos

    Para crianças

  • Português

Todos os idiomas falados na aula :

Português

Tento sempre dividir a aula para trabalhar, no mínimo, duas habilidades das quatro que incluem aprender o idioma (compreensão escrita, oral, produção escrita e oral).

Os exercícios em aula são sempre contextualizados com a realidade francesa atual, os hábitos e cultura francófonos. Uso notícias e reportagens de jornais franceses, músicas, textos literários, jogos e ferramentas online, conforme os interesses de cada aluno - e há sempre um momento de "destravar" um pouco a conversação, para saber se virar em francês, em situações que lembram aquelas reais, para "se débrouiller" (se desenrolar) na França. :)

* Cada aluno também ganha uma apostila personalizada dos conteúdos que foram trabalhados em aula para poder revisar, estudar e imprimir o material, se quiser.

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Esta primeira aula de oferta com o(a) Olivia serve para conhecer melhor o professor(a) e especificar as suas necessidades para as próximas aulas.

  • 45min

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  • Você fala fluentemente esta língua por causa de suas origens ou porque um professor te motivou a aprendê-la?

    Sempre fui muito ligada com a língua francesa porque minha mãe trabalhou durante muitos anos como professora de francês. Além disso, ela sempre contou com muita alegria sobre o tempo que viveu na França...mas sabe como é, né? Casa de ferreiro, espeto de pau...no final das contas, o primeiro idioma que acabei aprendendo mesmo foi o inglês! Mesmo assim nunca deixei de sonhar em aprender a língua da minha infância. Foi então que, já mais adulta, decidi levar a sério meu projeto e meus primeiros passos com o francês vieram com anos de estudo na Aliança Francesa e, depois, na universidade, no curso de Letras. No entanto, o que consolidou meu aprendizado foi ter sido jogada aos leões de uma vez: fui pesquisadora durante meu Doutorado na Universidade de Bordeaux onde pude colocar em prática tudo o que estudei e aprender mais tudo o que esqueceram de me ensinar.
  • Cite uma pessoa (da atualidade, histórica ou fictícia) que, na sua opinião, representa bem a cultura da língua que você ensina.

    Como gosto muito de Literatura, acho que a escritora ganhadora do Prêmio Nobel 2023, Annie Ernaux representa muito da cultura francesa contemporânea, com sua visceralidade na partilha de sua subjetividade e a crueza na escrita. Mergulhei em suas obras durante o período do meu Doutorado em Tradução e Estudos Literários e foi uma experiência muito marcante para mim. Costumo dizer que meu olhar é um antes e outro depois de ter lido Ernaux.

    Também tenho como referência uma outra figura importante da cultura francófona: Gustave Eiffel, o idealizador da torre mais famosa do mundo. Admiro-o por ele ser um verdadeiro visionário, assim como o nosso Oscar Niemeyer, com suas obras arquitetônicas espalhadas pelo mundo (inclusive no Brasil). Em todas as suas edificações aliou beleza à engenhosidade trazendo a inovação e a funcionalidade sem abrir mão da estética.
  • Existe alguma palavra, expressão ou tradição típica que você goste particularmente?

    Duas das expressões que mais gosto no francês tem a ver com enamoramento: TOMBER AMOUREUX e COUP DE FOUDRE. Acho-as interessante porque a primeira, TOMBER AMOUREUX, tem a ver com cair de amor por alguém: me dá a impressão de que alguém despencou ou escorregou por uma pessoa, o que é curioso e engraçado ao mesmo tempo; e a outra está ligada à ideia de que quando se está apaixonado, é como se tivéssemos sido atingidos por um raio: um acontecimento tão extraordinário e intenso que mais parece uma descarga elétrica poderosa.

    Gosto também de esbarrar com palavras do idioma que ensino infiltradas sutilmente na língua portuguesa, fazendo uma “entrada à francesa” em nosso cotidiano: sutiã, tricot, tablete, baguette, debutante...

    Outra coisa que acho o máximo na cultura francesa é o respeito (e gosto) por sentar-se à mesa, por conversar, trocar experiências, discutir política – tudo isso, comendo uma boa comida. Uma verdadeira refeição francesa pode ter vários pratos e pode durar uma tarde inteira. O cuidado com a apresentação dos pratos também é um diferencial e tem a sua beleza, se come antes de tudo com os olhos e depois com a boca.
  • Por qual motivo aprender esta língua é importante (seja no âmbito escolar, profissional ou pessoal)?

    Também é inegável que falar francês é um diferencial no currículo. Como a França é a 7ª economia do mundo, carregar consigo um bom francês à tiracolo possibilita um incremento de oportunidades de colocação no mercado de trabalho na própria França ou em multinacionais francesas ao redor do mundo. Alguns de meus alunos hoje trabalham na França ou em empresas francesas (Renault, Leroy Merlin, etc.) pois dispõe de um bom nível de francês.

    Além disso, a França conta com um dos sistemas educacionais mais democráticos do mundo, com cursos bastante qualificados de graduação e pós e a preços acessíveis. Muito abertos a admitir estudantes estrangeiros, a condição, contudo, é de que os alunos estrangeiros sejam craques no francês... Para cursos superiores em ciências humanas, por exemplo, o nível mínimo exigido é o C1 (Avançado).

    Dominar a língua francesa pode abrir horizontes de conhecimento e cultura: a França foi o berço da civilização ocidental – muito dos grandes inventores, filósofos, romancistas, poetas, cientistas e pensadores vieram de lá. Muitos prêmios Nobel em diversas áreas foram conquistados por franceses. A França também marcou o mundo com a sua revolução de 1789, momento ímpar que redefiniu os caminhos da política no país e inspirou os modelos democráticos ao redor do mundo. Tudo isso para dizer: você deveria achar um tempo na sua agenda para aprender francês.
  • Qual a maior dificuldade no aprendizado desta língua e o como contornar este obstáculo?

    Sem dúvida uma das maiores dificuldades no aprendizado da língua francesa, se não a maior, é a sua forma escrita. O francês é uma língua cheia de acentos, y onde em outros idiomas latinos teríamos o i, por exemplo. Outra questão correlata a isso é a quantidade de letras que são suprimidas e se transformam em fonemas únicos e suas respectivas exceções: afinal quando se pronuncia o s e quando não? Plus se pronuncia sempre o s ou não? Fils? Filles? São muitas as regras, mas também são muitas as exceções.

    Para superar este desafio, tento sempre escrever boa parte das palavras que falo durante as aulas, de maneira que o aluno acompanhe e compreenda que há diferenças muito marcantes entre o francês falado e o francês escrito. Assim, pela repetição, fica mais fácil de se habituar. Uma outra estratégia eficaz nas aulas é fazer ditados. Trata-se de uma técnica que faz parte da cultura das escolas francesas justamente pelo desafio compreendido pelos próprios nativos em relação à escrita deste idioma, e que tento aplicar em minhas aulas de tempos em tempos. Isso, claro, sem contar as produções escritas que peço sistematicamente para meus alunos, para que façam em casa. Costumamos corrigi-los em aula, frase a frase, palavra por palavra. Toda essa meticulosidade não é exagero, pois o diabo mora nos detalhes e o francês é cheio deles!
  • Você poderia compartilhar alguma história e/ou curiosidade engraçada relacionada à sua profissão ou as aulas particulares?

    Tenho só experiências curiosas com as aulas que já ofereci. Nesses anos como professora, conheci muita gente interessante, com algumas delas me identifiquei profundamente, com outras notei diferenças importantes. Mas o que não muda é a unicidade do contato e o aprendizado que elas acabam compartilhando comigo. Desde que comecei a oferecer minhas aulas com o Superprof, uma coisa que me chama atenção é o fato de que meus alunos vêm de muitos lugares diferentes, tanto no Brasil quanto no exterior. Alguns deles têm muitas vivências como expatriados para compartilhar. Já tive oportunidade de trocar experiências com pessoas que moravam não só na França, mas em outros lugares do mundo, como Israel, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Canada. E mesmo em lugares tão distantes, o que nos liga é o francês. Trabalhar na plataforma permitiu, igualmente, me conectar com outras “culturas” dentro do meu próprio país. Já dei aula para pessoas que moram no Rio de Janeiro, São Paulo, Espirito Santo, Paraná...Ouvir outros sotaques, saber de outras rotinas e de um sem-número de objetivos com a língua francesa são aprendizados que extrapolam o ensino de um idioma.

    Lembro muito de um aluno que queria aprender francês para ler os romances medievais de cavaleria, outros alunos que sabiam o básico de francês e precisavam fazer o DELF com urgência, mesmo com um nível muito básico no início. E em três meses conseguiram conquistar a certificação. Outra surpresa que acabei tendo com o Superprof foi o gosto por dar aulas para adolescentes e crianças. É impressionante como eles pegam rápido o que ensinamos e sempre de uma maneira lúdica e criativa. Dar aulas para crianças e adolescentes ressignificou até mesmo minha maneira de dar aulas para adultos.
  • Nos ajude a te conhecer melhor, nos conte um pouco sobre suas viagens, amizades nativas no idioma que você você leciona entre outros!😀

    A primeira vez em que carimbei meu passaporte foi para viajar para a Itália durante a minha graduação. Durante esse período, estudei na Universidade de Perugia. Minha primeira viagem internacional foi já para morar fora do país. Foi uma experiência um tanto quanto radical: na época, eu era super novinha, não sabia nem lavar a roupa e nem preparar um prato de comida para mim, o que foi um pouco penoso quando caí no mundo e tive que me virar sozinha. Mas aprendi e voltei muito mais independente dessa experiência. Também outra coisa nova com a qual sofri na época foi ter experienciado um friozão de verdade. Peguei um inverno italiano geladíssimo, de novembro a março. Parecia que não tinha roupa que chegasse. Anos mais tarde, depois de ter aprendido francês, fui admitida para o Doutorado na França. E lá fui eu de novo, fazer minha segunda viagem para a Europa. A malona embaixo do braço não me deixava mentir: eu estava novamente de mudança para outro país. Mas o meu entendimento sobre as coisas nesta altura já era bem diferente: eu já morava sozinha fazia 10 anos e já conhecia as roupas tecnológicas para driblar o friozão. No Doutorado, pude conhecer e conviver com colegas franceses e me senti muito bem-recebida: existia um certo respeito por eu ser uma pesquisadora que vinha de outro país. Eles me convidavam para sair para conversarmos e trocávamos muitas experiências sobre detalhes da vida cotidiana de cada lugar. E nessas diferenças também encontramos muitas similaridades e pontos de contato. Inclusive, foi com essa vivência que me dei conta do quanto o Brasil é influenciado academicamente pelo modo de lecionar da academia francesa. No final, quando fui embora, fui agraciada com um piquenique tipicamente francês que meus colegas mesmo organizaram: com muito suco de maçã (delicioso!), pains aux chocolate (que em Bordeaux se chama chocolatines), croissants e geléias (confiture). Inoubliable!
  • O que faz de você um Superprof (além do poder de se comunicar em várias línguas 😜) ?

    Comecei a dar aulas de idioma em Língua Inglesa, minha primeira formação: trabalhei no Instituto de idiomas Yázigi como professora. Logo após, ingressei no curso de Letras e lecionei em laboratórios de idiomas na Universidade Federal, ministrei incontáveis aulas particulares e entrei em contato com metodologias e didáticas em EFL (English as a Foreign Language). Gosto muito das técnicas de aprendizagem desenvolvidas pelos especialistas em educação de língua inglesa, enfatizando o método comunicativo, sem focar tanto na gramática como prioridade. A partir disso, busco desenvolver estratégias que busquem esse mesmo objetivo, só que em francês. E não é que dá certo? Os alunos aprendem mais rápido, e, em menos de seis meses de aula, já começam a falar francês – e ainda que cometam erros, se sentem estimulados a conversar e a se arriscar. E é errando que se aprende, é falando que se constrói um vínculo importante com a língua, que ficamos mais confiantes de falar um idioma que não é originalmente o nosso, mas que aos poucos passa a ser também o nosso. Vamos nos tornando anfíbios, acomodando dois idiomas em nossa cabeça, criando lugar para ambos: fazendo sala, esquentando um chá e deixando que tome lugar nos cômodos da nossa memória. E esse é meu principal objetivo: criar uma rede de conexões positivas na experiência de aprendizado da língua francesa.
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