Da cultura ao estilo de vida, da história à linguagem, o Japão tem todos os elementos essenciais para seduzir novos alunos. Mas para conseguir viajar para o país, é boa ideia ter algumas aulas de japonês antes (ou até fazer um curso intensivo), para poder praticar antes de ir.

No entanto, sabemos que essa ideia causa sempre algum receio, porque a língua japonesa tem reputação de ser difícil. Mas a aprendizagem não é impossível, e existem várias ferramentas que os alunos podem utilizar, como livros didáticos, vídeos, mangas e, claro, aulas particulares.

E, no nosso caso como portugueses, temos ainda uma outra grande vantagem, a gramática do idioma é mais fácil do que a portuguesa. É muito boa notícia certo?

Para ajudar no processo, criamos este guia com os princípios linguísticos e lexicais necessários para saber falar japonês. Basta continuar a ler!

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Conceitos básicos da gramática do curso japones

Um ranking feito pela UNESCO enumerou as 10 línguas mais difíceis do mundo e o japonês ficou em 5º lugar.

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Os conceitos de gramática são uma parte importante dos estudos de qualquer idioma e, por isso, fazem parte do plano de formação de todos os cursos profissionais e de ensino superior. | Fonte: Pexels.com

"A grande dificuldade da língua vem da diferença entre a linguagem escrita e falada. Mas também uma gramática que serve para expressar uma ampla gama de cortesia e formalidades linguísticas. Para não mencionar os inúmeros caracteres chineses para memorizar", concluiu o estudo.

Para aprender a gramática e a história do idioma, terá que se distanciar do alfabeto e do básico da língua portuguesa. Isso é uma das coisas que o professor de japonês vai ensinar na primeira aula do curso, seja online ou presencial.

O japonês tem dois alfabetos chamados hiragana e katakana. Em conjunto, formam cerca de cinquenta "letras" que são, na verdade, caracteres chineses simplificados, adotados para formar um alfabeto fonético:

  • hiragana: o alfabeto fonético mais utilizado, principalmente na gramática;
  • katakana: o alfabeto utilizado para distinguir palavras que não são de origem japonesa e que não possuem kanji apropriado.

Mas não se deixe enganar pelas aparências, a gramática japonesa é mais simples que a nossa. O sistema escrito japonês só tem duas formas distintas de escrever. Depois de interiorizar esta nuance, podemos abordar as diferenças gramaticais entre os dois idiomas:

  • o verbo é colocado no fim da frase;
  • o assunto é sempre seguido de wa (は);
  • o complemento direto é sempre seguido de (を) e o complemento indireto de ni (に), sendo ambas as partículas muito utilizadas na gramática;
  • existe um terceiro auxiliar, o desu (で す), que é colocado no final da frase. Em alguns casos pode ser traduzido pelo auxiliar "ser", mas também pode ser utilizado como forma de indicação, como o nosso "vós";
  • para fazer uma pergunta devem ser aplicadas todas as regras anteriores e adicionar "ka" no final;
  • os verbos e os adjetivos são invariáveis ​​em género, em número e em pessoa.

Se quer garantir que assimila todas as regras da gramática japonesa, deve tentar ao máximo distanciar-se daquilo que aprendeu sobre a nossa. O japonês segue segue uma lógica muito diferente e os professores dos cursos serão uma grande ajuda no processo.

Gramática em vídeos fora das aulas de japonês

Existem várias formas de aprender e praticar a gramática depois de sair do curso, como:

  • ler livros de manga;
  • ter aulas particulares em casa ou online;
  • conversar com nativos;
  • ir ao Japão.
pessoas em vestimentas tradicionais
Aulas ou explicações em vídeo podem ser uma ótima forma de complementar a formação do programa do curso, mas não substituem a formação dada por um professor. | Fonte: Pexels.com

Mas outra opção é sentar-se confortavelmente à frente do computador e aceder a websites que tenham aulas de gramática em vídeo. Este meio educacional permite que aprenda todas as bases linguísticas sem restrições de tempo e dinheiro, uma vez que a maioria dos vídeos está disponível gratuitamente.

Um dos sites que tem aulas de vídeo em japonês é o NHK World. Este website tem opções de vídeos para aprender os conceitos básicos de gramática e os princípios básicos da linguagem. Este suporte permite fazer um curso de vídeo gratuito.

Outro website é o Aulasdejapones, que permite aprender com músicas, a dançar e cantar. Além dos vídeos que ensinam os conceitos básicos gramaticais, o site também tem livros, mangas, filmes na versão original e até dicas para os alunos que querem morar no Japão.

Uma regra importante que deve aprender é algo que não existe na nossa língua, mas é muito comum em japonês, o sentido subentendido:

  • partes da frase (especialmente o sujeito) estão implícitas e deduzidas do contexto. Por exemplo, 買 い ま す か (kaimasu ka), dependendo do contexto, pode ser traduzido como "Ele compra?" ou "Nós compramos?";
  • frases inacabadas demonstram que os seus autores expressam um facto relativo e não definitivo. O significado subentendido é deduzido no contexto.

Embora sejam um bom complemento para as aulas, será escusado dizer que ver estes vídeos não substitui a formação que tem num curso de japonês, com um professor.

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Diferenças de sintaxe nos cursos de japones

O léxico japonês é formado por duas grandes famílias, bungo e kōgo. Ambas as linguagens têm várias diferenças na sintaxe, criando uma versão clássica e outra moderna.

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A sintaxe da língua também é muito importante, e todos os professores profissionais incluem o tema no programa de ensino dos seus cursos. | Fonte: Pexels.com

O bungo (文 語) é o nome dado ao japonês clássico e literário, em oposição ao kōgo, uma linguagem atual inspirada no japonês falado. Estas são algumas das diferenças lexicais que apresentam:

  • O número de palavras de japonês moderno é reduzido, quando comparado ao clássico;
  • Algumas palavras têm outro significado;
  • Certas expressões de japonês moderno são "emprestadas" do mandarim.

O bungo, inventado por volta do século X, é uma forma verbal que permaneceu congelada ao longo dos séculos. Em contraste com outros idiomas, não teve grandes mudanças, mas manteve-se a principal língua de escrita no Japão até ao final de 1940.

Hoje em dia, está presente em vários aspetos modernos da linguagem e ainda é ensinado na escola. Pode também ser utilizado para dar um efeito de estilo ou corrigir uma ambiguidade gramatical ou de vocabulário, mas apenas o kogo é usado na linguagem oral e na literatura.

Facilidade de aprender japonês

Como mencionamos anteriormente, a gramática japonesa é menos complicada do que parece. E ao contrário do que acontece com o mandarim, a pronúncia de japonês é mais fácil para os falantes lusófonos. O mesmo acontece com outros idiomas, o que permitiu que a língua japonesa ganhasse importância no mundo.

A gramática também é bastante simples e acessível. Por exemplo, em português existem 6 pronomes pessoais (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles). Por outro lado, em japonês, existe um pronome que se aplica a todos. Muito mais fácil certo? E acontece a mesma coisa com os tempos verbais. Em português, temos o presente, o imperfeito, o passado simples, o passado perfeito, o futuro do pretérito, etc. Em japonês só existe presente e passado, e o futuro é conjugado no presente com a adição de uma palavra que indica o futuro. Muito simples!

Não existe conjugação verbal, mas sim séries de declinações relativamente simples, particularmente relacionadas a estruturas temporais e níveis de linguagem. Por exemplo:

  • Eu como - 食べる 「たべる」taberu;
  • Eu vou comer - 明日 食べる「あした たべる」ashita taberu (amanhã eu como).

Ao contrário de outras línguas asiáticas, o japonês não é um idioma tonal e a sua pronúncia é relativamente fácil de dominar (90% dos sons do idioma japonês são semelhantes aos nossos).

pessoa dobrada
O programa de estudos do curso também inclui momentos em cada aula onde os professores ensinam aos alunos regras de etiquetas importantes para a cultura do país. | Fonte: Pexels.com

Além disso, também não existe espaço entre as palavras. A leitura é da esquerda para a direita, mas tradicionalmente de cima para baixo e, neste caso, as colunas seguem da direita para a esquerda.

Descubra também o impacto que as aulas de cultura japonesa podem ter nos seus estudos.

Regras de etiqueta para aprender japones online

Um parte integral da cultura que representa a língua japonesa é a educação. Existem várias regras de etiqueta que podem ser um mistério para quem não está habituado.

Em japonês, há uma linguagem específica de respeito, que é utilizada em conversas com um vocabulário singular, keigo (敬 語). Ao contrário das línguas ocidentais, em que a noção de educação e gentileza é essencialmente baseada em vocabulário e expressões mais ou menos delicadas (ou mesmo de formalização do pronome, como acontece em francês e espanhol, por exemplo), o japonês tem um sistema gramatical bem definido para expressar respeito, delicadeza e educação.

As regras de educação em japonês podem ser classificadas em 3 categorias:

  • teineigo (丁寧 語), linguagem educada (delicadeza enunciativa);
  • sonkeigo (尊敬 語), linguagem de respeito (delicadeza referencial);
  • kenjōgo (謙 譲 語), linguagem de modéstia (delicadeza referencial).

A educação e o respeito em japonês também se traduzem em diferentes mecanismos linguísticos com verbos específicos, uma forma passiva, nomes educados, etc. Isto é algo que os professores da língua enfatizam no decorrer dos cursos.

Muitas vezes, são os japoneses tradicionais e conservadores que usam essa linguagem específica. Os meios de comunicação japoneses também têm alguma dificuldade de adaptar o seu conteúdo para a língua do jovem atual, muito menos formal. As novas gerações não aprendem o keigo como deveriam. E pior ainda, às vezes, encontra nos livros didáticos fórmulas incorretas sobre as regras gramaticais tradicionais.

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Catarina

Eterna otimista, com um bichinho por viajar. Apaixonada por literatura e ficção. Metro e meio de pessoa, vivo pelo lema "Though she be but little, she is fierce". Trabalho atualmente como tradutora e redatora freelancer.