São várias as diferentes modalidades do surf que têm vindo a ganhar mais popularidade em Portugal nos últimos anos. E não é de espantar, se pensarmos na quantidade de praias de qualidade que temos no país. De norte a sul da nossa costa, de Peniche à Nazaré, de Carcavelos à Ericeira, Portugal tem algumas das melhores praias mundiais.

Mas muitas dessas modalidades ainda são um assunto desconhecido para muitos dos aspirantes as surfista, o que impede que as possam praticar. Para evitar que isso acontece criamos este artigo com informações sobre alguns desses desportos radicais, para que os possa ficar a conhecer e, quem sabe, praticar.

E se gosta de desportos aquáticos mas não quer optar por estas modalidades, porque não fazer aulas de stand up paddle?

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Vamos lá

Riversurf

O riversurf é uma modalidade do surf onde em vez de ondas no oceano, os atletas surfam nas correntes do rio, conhecido como surf urbano. Existem registos da prática desta modalidade desde pelo menos os a anos 70, em Munique na Alemanha. Esse local é ainda hoje um dos maiores locais de surf urbano do mundo.

Nesta modalidade, as ondas no rio são causadas por um grande volume de água restringido por rochas. Ao surfar rio acima, o surfista consegue apanhar ondas que se formam nesses locais. As condições ideias para o riversurf são criadas por uma combinação de formações rochosas subjacentes e um nível de água específico, ou seja, nem muita nem pouca.

rio com varias rochas
Em vez de uma praia para o surfe, o riversurf é pratico em qualquer região de Portugal com um rio. | Fonte: Unsplash.com

Devido aos locais onde o riversurf é praticado, existem alguns riscos associados como hipotermia, afogamento e traumatismo craniano. Por este motivo, e mais do que em qualquer outra modalidade do surf é essencial que use equipamento de proteção. Além do fato e das luvas, para proteger do frio, deve utilizar algum tipo de calçado para evitar cortes nas rochas do rio.

Dependendo do rio, também pode ser necessário utilizar capacete e colete flutuante. Alguns surfistas preferem não utilizar leash, como receio que fique presa nas rochas. Também é importante que não permaneça de pé nos locais onde a corrente do ria se move e, se cair, deve tentar manter-se o mais plano possível para não embater nas rochas.

Acima de tudo queremos que tenha noção que é um desporto perigoso e deve sempre ser praticado com o auxilio de outro surfista.

Se o riversurf lhe parece muito perigoso pode sempre ficar pelas aulas de surf tradicional.

Kayaksurf

O kayaksurf resulta do cruzamento entre o surf e a canoagem. Esta conjunção das duas modalidades funciona bem uma vez que as águas mais bravas são, desde sempre, uma paixão para ambas. No kayaksurf, os canoístas desbravam rios e rápidos com a mesma paixão que qualquer surfista manobra as ondas mais intensas. Os praticantes de ambos os desportos têm em comum o gosto pela água e de andar nela, seja de mar ou de rio.

Não existe uma data exata para o aparecimento do kayaksurf, mas sabe-se que teve origem na Austrália a na África do sul, por volta de 1930. Nesta altura, nadadores salvadores das praias, fossem ela australianas ou sul africanas utilizam caiaques para se movimentar no mar. E á medida que os iam utilizando, foram pensando em como podiam tornar os caiaques em modelos mais radicais.

Para isso, encurtaram-nos, adaptaram-nos às ondas e desenharam-nos à semelhança de uma prancha de surf longboard onde, em vez de surfarem em pé, passeavam pelas ondas sentado. E foi assim que nasceram as pranchas de kayaksurf ou kayaks. Em seguidas, foram feitas sucessivas evoluções técnicas que deram origem aos variados modelos que existem hoje em dia, desde os sit-in (kayaks fechados), os wave-skis (os modelos mais aproximados de uma prancha de surf convencional), até aos sit-on-top (kayaks abertos).

Na verdade, existem vários modelos clássicos onde pode praticar kayaksurf, atrevemo-nos a dizer que são dezenas. O seu design continua a evoluir de forma serem mais eficazes nas ondas e cada vez mais se assemelham a pequenas pranchas de surf onde o canoísta se senta. Estas alterações permite ter muito mais flexibilidade o que ajuda a realizar inúmeras manobras, umas vez que estas estão dependentes dos modelos que cada um escolhe.

surfar em kayak
Pode praticar kayaksurf ou surfe em qualquer praia da região da costa de Portugal. | Fonte: Unsplash.com

Isto porque durante anos eram usados os kayaks de plástico em rio, que serviam para descidas, passeios e outras aventuras em água doce, para domar as ondas. O surgimento dos surfkayaks veio mudar isso. Deixaram de ser inteiramente de plástico para passar a fibra de vidro e carbono, o que permite não só maior resistência mas também durabilidade. Quer sejam equipados ou não com finos (lemes), os surfkayaks são a melhor opção para quem quer surfar com elegância, rapidez e fluidez.

Para poder praticar kayaksurf, além do kayak em si, deve saber nadar mesmo em condições mais adversas e difíceis (como mar agitado) e utilizar todo equipamento de segurança. Não são muitas peças, mas são essenciais para garantir que pratica a modalidade em segurança.

O remo é conhecido por pagaia e possui uma haste curta e pá larga. O capacete e o colete fazem parte da indumentária obrigatória para a prática de kayaksurf. A segurança é uma parte muito importante, por isso é tão obrigatório ter uma proteção na cabeça contra choques como saber nadar. O colete, além de proteger toda a zona do peito e costas, mantém o corpo em perfeita flutuação no caso de haver uma queda mais violenta e ficar inconsciente. Deve ter em atenção o seu peso e o modelo quando for comprar este equipamento.

O saiote é a peça que mais estranheza a quem não conhece a modalidade. Feito de neopreno, a sua função é "colar" o surfista ao kayak, de forma a que seja quase impossível entrar água. Para os pés, existe uma série de alternativas. Desde sandálias a botas de neopreno, qualquer opção é indicada desde que impeça que o raspar dos calcanhares crie atrito. Além disso, são muito mais práticas para quando a areia da praia está muito quente.

Por último, mas não menos importante, temos os inevitáveis fatos de neopreno. Estes fatos são ideias para todas as condições atmosféricas e permitem aproveitar as ondas do mar em qualquer altura do ano, uma vez que a temperatura deixa de ser um problema. Acima de tudo, são importantes pela proteção que proporcionam nas quedas.

No entanto, nem todos os fatos de surf são os mais indicados para a prática de kayaksurf, porque dificultam na movimentação da pagaia e podem até causar dor devido ao roçar constante do braço contra a axila. Para esta modalidade deve procurar por modelos que apresentam uma boa folga debaixo das axilas.

Em Portugal o kayaksurf tem passado um pouco despercebido mas, na verdade, são cada vez mais os adeptos da modalidade. Existem algumas praias no nosso litoral oeste onde os kayaksurfers já são uma presença habitual nas ondas. O conhecido spot da Praia do Cabedelo, na Figueira da Foz, é um desses locais.

mar verde e ondas
Qualquer praia de Portugal, seja a da Ericeira, Nazaré ou qualquer outra são um bom palco para praticar kayaksurf e surfe. | Fonte: Unsplash.com

A praia de Carcavelos, a da Ericeira ou a da Nazaré também são bons spots para kayaksurf ou aulas de bodyboard.

Skimboard

O skimboard é um desporto aquático que consiste em correr em direção a uma onda, lançar rapidamente a prancha, tentar saltar para cima dela e só depois surfar a onda. É uma modalidade que incorpora movimentos e manobras de várias modalidades, tais como o surf, skateboard ou snowboard, uma vez que é possível surfar uma onda e fazer manobras como no skate ou snowboard. Os atletas que praticam este desporto são conhecidos como skimboarders ou skimmers.

O skimboarding surgiu em 1930 nas praias de Laguna Beach, na Califórnia. Inicialmente, os praticantes limitavam-se a deslizar pela areia, de forma paralela ao mar, mas com o passar dos anos o desporto foi evoluindo de forma a incorporar mais manobras de surf e skate. Nos dias de hoje também é praticado em praias planas com recurso a obstáculos e rampas.

As pranchas usadas para praticar começaram por ser em madeira de contraplacado mas foram evoluindo para espuma como as pranchas de surf convencionais, o que permitiu uma maior evolução nas manobras do desporto. Com tanto ênfase nas manobras e a inclusão de técnicas de skate e snowboard, será que skimboarding é mais perigoso que o surf? Na verdade, é tanto ou menos perigoso, uma vez que os atletas surfam em águas menos profundas e portanto têm menos probabilidades de se afogar.

Em Portugal o skimboard só apareceu na década de 1980. Os seus pioneiros no país encontravam-se mais a norte onde praticavam desde o início da década, nas extensas praias de areia fina da zona de Esposende. Foram aparecendo campeonatos, tais como os de kitesurf, e a modalidade ganhou divulgação, chegando a ter uma grande projeção através dos media, patrocinadores e eventos nos anos 90. Aliás poderá visualizar videos e videos sobre este tema no Youtube. Também praias no Algarve, Lisboa ou Porto oferece um bom spot para analisar este desporto.

montanha junto ao mar
Nos dias de hoje muitos surfistas praticam skimboarding pela Europa fora, por isso consegue encontrar profissionais com experiência em qualquer região ou cidade perto de si. | Fonte: Unsplash.com

Nos dias de hoje a modalidade tem bastantes praticantes no mundo inteiro. Existem campeonatos internacionais nos Estados Unidos, França, Chile, Portugal e México. Em Portugal, as competições oficiais estão sobre a tutela da Federação Portuguesa de Surf, e é este organismo que é responsável pelos atletas da modalidade.

E mesmo que não conhecesse nenhuma destas modalidade, certamente que já tinha ouvido falar das praias do nosso país onde pode apanhar as melhores ondas, quer estejam localizadas a norte ou a sul da costa de Portugal, até porque muitas delas são conhecidas a nível mundial. Quem não se lembre da onda gigante na praia da Nazaré? Será uma onda e uma praia que ficam para a história e são uma grande fonte para o turismo de Portugal. Se até os surfistas do turismo da Europa vêm à nossa costa à procura dos melhores sítios para fazer bodysurf, que desculpa temos nós?

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Catarina

Eterna otimista, com um bichinho por viajar. Apaixonada por literatura e ficção. Metro e meio de pessoa, vivo pelo lema "Though she be but little, she is fierce". Trabalho atualmente como tradutora e redatora freelancer.