Capítulos

  1. 01. Windsurf
  2. 02. Kitesurf
  3. 03. Tow-in

Se tem interesse em aprender surf desde há algum tempo, certamente que já fez pesquisas na internet sobre quais são os locais e as praias de Portugal onde encontra as melhores ondas (Carcavelos? Ericeira? Nazaré? Peniche?) ou quais são os equipamentos que precisa de ter para poder entrar no mar, mas talvez ainda não saiba que existem outras modalidades na área do surf que usam equipamentos ou métodos alternativos.

Por isso, criamos este artigo sobre algumas modalidades do surf mais alternativas, mas não menos entusiasmantes, que podia ainda não conhecer e que podem ser uma boa opção para começar a fazer desporto em cima de pranchas.

Exploramos os conceitos do windsurf, do kitesurf e do tow-in surfing em mais detalhe, para que possa tomar a decisão da modalidade que quer escolher para se aventurar num futuro próximo. Ou será já nos próximos dias?

surfista a praticar windsurf
Existem surfistas em Portugal que praticam várias modalidades em simultâneo, em vez de se restringirem só a uma. | Fonte: Unsplash.com

Não precisa de se restringir às aulas de surf convencional, pode aprender outras modalidades do desporto!

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Windsurf

O windsurf é uma modalidade do surf onde o atleta surfa ondas e avança no mar em cima de uma prancha com uma vela movida pelo vento e pela própria força das ondas. Com a adição de uma vela á prancha, que possui um tamanho pequeno e peso reduzido, é possível capitalizar a força do vento e atingir velocidades até 80 quilómetros por hora. É ligeiramente mais rápido que o surf convencional certo?

Para praticarem a modalidade os windsurfistas colocam-se lado na prancha e movem a vela e o mastro, através de uma barra horizontal, para tentar aproveitar o vento da melhor maneira, ao mesmo tempo que mexem o corpo para se guiar na onda. O maior objetivo deste desporto é ser capaz de velejar na crista das ondas e fazer saltos com mais de dez metros de altura que permitem realizar truques no ar.

O windsurf surgiu nos anos 60, quando o inventor britânico Peter Chilvers teve a ideia de desenvolver uma prancha com vela. Mas esta modalidade do surf só se tornou mesmo popular em 1965, quando os norte-americanos Hoyle Schweitzer e Jim Drake decidiram combinar a prática do surf com a vela. Os dois tinham constatado que a maior desvantagem do surf era ter de esperar pelas ondas e lembraram-se então de utilizar um mastro com uma vela para tirar proveito do vento. Passaram algum tempo a desenvolver a ideia e, em 1968, patentearam a primeira prancha de windsurf, conhecida por Windsurfer.

O windsurf ganhou muita popularidade logo de imediatos, mas os seus criadores ainda não estavam completamente satisfeitos com o seu equipamento, por terem que utilizar as velhas pranchas de fibra de vidro. Depois de muita pesquisa decidiram passar a utilizar pranchas de polietileno, um material plástico mais barato e duradouro. A empresa a quem compraram esse material ficou tão impressionada com o uso que lhe era dado que publicou um artigo sobre o tema, o que levou à fama mundial do windsurf.

O windsurf passou assim a estar presente em todo o lado, disputando-se provas em dezenas de países. Em 1982, começou a realizar-se um circuito internacional constituído por dezenas de provas e, dois anos depois, a modalidade passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, na edição decorrida em Los Angeles, nos Estados Unidos. Em 1992,  a vertente feminina também foi incluída no calendário olímpico nos jogos em Barcelona.

truque no ar
Em Portugal pode praticar windsurf em qualquer região ou praia de norte a sul da costa. | Fonte: Unsplash.com

Sabia que existem outros equipamentos alternativos para praticar surf? Experimente uma aula de kayaksurf!

Kitesurf

O kitesurf é um desporto aquático que utiliza uma prancha e um kite, para fazer uso do vento é atravessar a água. Apesar de ter surf no seu nome, e de ser considerado uma modalidade de surf, o kitesurf não precisa de ser praticado em ondas. Tanto pode fazer aulas kitesurf em lagos e num mar com pouca ondulação como pode surfar grandes ondas. Por isso não são precisas praias, tudo o que é necessário ter é vento e água.

Tal como no surf, é uma modalidade adequada a qualquer um, sem necessidade de ter conhecimento ou experiência em desportos de prancha, aquáticos ou de kite. Muita gente que começa a praticar a modalidade num utilizou sequer um fato de neopreno. Também não é necessário que esteja muito em forma para fazer kitesurf, uma vez que o kit é leve e não é necessário muita força para o manobrar mas é verdade que a prática regular de exercício ajuda a aguentar mais tempo no mar e a evitar lesões. A única coisa de que se deve assegurar é que sente confortável a nadar em mar aberto.

Até porque embora possa parecer muito difícil fazer kitesurf, não é! A partir do momento em que aprende os básicos, é possível andar mais rápido, saltar, fazer truques de freestyle, surfar ondas ou partir em longas viagens ao longo da costa.

Por outro lado, e ao contrário do surf onde pode aprender de forma autodidata, no kitesurf é essencial ter aulas antes de começar. É necessário saber o ‘know-how’ e os procedimentos de segurança essenciais para que possa ir para a água o mais rápido possível. Sem esse conhecimento, vai acabar por ser um perigo para si e para as pessoas que estiverem na praia.

Consegue encontrar escolas e professores de kitesurf de norte a sul do país. Se preferir ter uma experiência mais personalizada pode sempre optar por ter aulas particulares com um professor particular. Na plataforma da Superprof encontra vários profissionais de kitesurf, dispostos a ensiná-lo. Antes de escolher, deve certificar-se que o instrutor possui um curso de treino ou pelo menos muita experiência para que o possa ensinar em segurança e com sucesso.

kite em cima da areia
As aulas de kitesurf podem ser feitas em locais mais alternativos de Portugal como lagos ou rios. | Fonte: Unsplash.com

Pode beneficiar do apoio dos melhores instrutores nas aulas de kitesurf ou em aulas de bodyboard.

Nas aulas kitesurf vai aprender:

  • a voar um kite em terra, como descolar, aterrar e controlar o kite;
  • a voar um kite na água, como fazer ‘body dragging’, controlo e re-descolagem;
  • a andar de pé numa prancha;
  • a analisar as condições e segurança de uma área para fazer kitesurf;
  • a preparar, afinar e arrumar o equipamento;
  • a analisar a direção, força e rajadas do vento;
  • os procedimentos de segurança e em emergências;
  • como subir para a prancha;
  • a analisar as marés, correntes e perigos;
  • a escolher o equipamento certo consoante as condições;
  • a ficar contra o vento;
  • a andar continuamente e a controlar a velocidade;
  • as regras na água.

Equipamento necessário

Para poder praticar a modalidade, existe um leque de diferentes kites, pranchas e equipamento de segurança que deve ter de forma a cobrir todas as diferentes necessidades e condições de vento. É também essencial que tenha o seu próprio fato protetor, uma licra para evitar assaduras, um chapéu e, se possível, óculos de sol polarizados.

O elemento mais importante é sem dúvida o kite e existem vários kites que são adequados para todos os níveis. Os designs mais comuns têm um uma borda insuflável e um freio onde pode prender as linhas. Se ainda é principiante não se preocupe com os designs especializados, visto que os kites modernos já vêm em formas estandardizadas de arco ou delta que são adequadas para quem está a começar. Entre outros tipos de kite estão os C-kites, os híbridos (um cruzamento entre o C-Kite e o kite em arco) e os foil kites.

Antes de começar deve ter um kit com os seguintes elementos:

  • kite: o tamanho depende da força do vento;
  • barra e linhas: com tamanho e comprimento a combinar com o kite;
  • prancha;
  • arnês de assento ou cintura;
  • leash;
  • uma faca de segurança;
  • colete de flutuação: os coletes de kitesurf têm um intervalo para a barra;
  • capacete: que seja próprio para a prática do kitesurf;
  • fato de neopreno: se estiver a aprender num local com águas frias.

Se experimentar fazer bodysurf verá que o fato pode ser muito diferente.

Tow-in

Ao contrário do windsurf e do kitesurf, o tow-in não é propriamente uma modalidade de surf, mas sim um técnica. No entanto, é um estilo que é utilizado por vários surfistas por todo o mundo, alguns deles bastante conhecidos!

tow-in surfing é uma técnica pioneira iniciada por Laird Hamilton, Buzzy Kerbox, Dave Kalama, entre outros, em meados dos anos 1990. Nesta modalidade do surf, o surfista é puxado por um Jet-Ski. Este método permite que o surfista entre nas ondas mais cedo do que o habitual. O tow-in tem uma vantagem demonstrada nas situações em que a onda é muito grande e se move muito rapidamente e o surfista tem dificuldade em apanhá-la apenas na remada.

varios surfistas numa onda
Os melhores locais de Portugal para surfar? As praias em qualquer região ou cidade da costa, seja Porto, Lisboa ou Algarve. | Fonte: Unsplash.com

Foi através da utilização desta técnica que Garret McNamara surfou, na praia no norte da cidade da Nazaré, a maior onda já registada com 78 pés (cerca de 24 metros).

Aliás, qualquer uma das modalidades mencionadas acima traz a possibilidade de poder realizar grandes feitos no surf. E tendo em conta em conta que vivemos num país com muitas opções de praias com boas ondas por onde escolher, garantimos que não vai ter problemas em encontrar uma onda para testar este novo conhecimento de qualquer um destes desportos aquáticos.

De costa a costa do país, em Portugal vai encontrar amantes deste desporto de norte a sul, quer seja na praia de Carcavelos, na praia da Ericeira, na praia da Nazaré ou em qualquer outra. As que são mais conhecidas pela Europa e mundo fora são uma grande atração para o turismo e para os surfistas, mas mesmo as que não têm calibre mundial podem ser usadas para apanhar boas ondas e tentar fazer stand up paddle, por exemplo.

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Catarina

Eterna otimista, com um bichinho por viajar. Apaixonada por literatura e ficção. Metro e meio de pessoa, vivo pelo lema "Though she be but little, she is fierce". Trabalho atualmente como tradutora e redatora freelancer.