A dança é uma arte amplamente apreciada, que maravilha quem assiste a um espetáculo em que bailarinos conjugam expressividade com técnica e virtuosismo. Afinal quem não fica boquiaberto com as cerca de 3o piruetas que, na coda dos bailados clássicos, as bailarinas fazem ou com a velocidade e destreza dos bailarinos de salsa?

Mas além do lado artístico, a dança é uma excelente forma de expressão das emoções — não reservada exclusivamente aos artistas, mas sim a todos nós. Portanto, mesmo que o nosso leitor não se queira tornar um bailarino profissional, as razões para se inscrever em aulas de um qualquer estilo de dança são mais do que muitas.

Porquê aprender a dançar dança contemporanea ou qualquer estilo que ponha o seu corpo a mexer? Trata-se, afinal, de uma ótima maneira de praticarmos exercício físico, zelando pela nossa silhueta mas também pela nossa saúde física e psicológica. Ao nos lançarmos para a pista ou estúdio de dança, estamos a contribuir para o fortalecimento dos nossos músculos e ossos — prevenindo doenças como a osteoporose — a contribuir para um eventual redução de peso (e para a tonificação do corpo) além de que, acelerando o nosso ritmo cardíaco, melhoramos também a nossa circulação, o que favorece a queima de gorduras e reduz o risco de sofrermos de doenças cardiovasculares.

Mulher a dançar com um vestido vermelho e xaile esvoaçando
A graciosidade e a expressividade são características fulcrais para quem sonha com pisar o palco. Fonte: Unsplash

Outro dos benefícios da dança é o treino da nossa coordenação motora e da memória — já que temos de decorar sequências de passos que podem ser bastante longas. Ademais, é também possível que, com uma sólida rotina de aulas de dança, os alunos se tornem mais sensíveis à música e portanto, melhorem o seu sentido rítmico. Além disso, a dança é uma forma excelente de socializarmos e fazermos novos amigos, partilhando a paixão comum pela dança, e até um meio (já comprovado por diversos estudos) de reduzir os níveis de estados de humor complexos como o stress e a ansiedade e de aumentarmos a nossa autoestima.

Dicas para ser um melhor aluno de dança válidas para qualquer estilo

Evoluir nas aulas de dança, independentemente do género de dança que praticar, depende de vários fatores. Por isso, deixamos alguns preciosos conselhos para se tornar num melhor aluno, fluindo nos movimentos ao longo da música e para que possa espantar o seu professor com os seus dotes artísticos.

  • escolher um bom professor, experiente e paciente, que ajude o aluno a dar os primeiros passos em determinado estilo de dança ou, se for o caso, que lhe permita passar a um nível mais avançado, limar as falhar e aperfeiçoar-se o mais possível. Afinal, na dança,  há sempre por onde melhorar!
  • ter a roupa adequada às aulas de dança, seguindo as orientações do professor.
  • ser pontual e assíduo. Tentar nunca faltar às aulas de dança é fundamental se o aluno quiser ver resultados;
  • estar muito atento às explicações do professor sobre a postura correta, como executar determinado passo ou mesmo determinada coreografia;
  • esclarecer todas as dúvidas que existam sobre como executar determinado passo;
  • confirmar no espelho a execução dos movimentos mas sem ficar demasiado colado a ele, tal e qual Narciso;
  • fazer exercícios de força e de alongamentos (úteis para qualquer estilo de dança) fora do horário das aulas, de modo a poder executar os passos com maior facilidade e delicadeza, saltando e levantando mais as pernas (no caso de os movimentos assim requererem).
  • ver vídeos no YouTube da dança que pratica. Assim, ficará não só mais motivado, como também poderá captar a dinâmica e anergia certas da dança que está a aprender.

Para além de tudo isto, se o nosso leitor pretender aprender danças de salão, dança clássica, sapateado e muito mais com os melhores bailarinos deve ter em mente que a dificuldade e o erro farão parte do percurso, o que é absolutamente normal e até saudável. O importante é manter o foco, a determinação e nunca desistir!

Danças de salão: uma harmonia entre pares

As danças de salão referem-se aos tipos de dança dançados em casal — seguindo uma determinada técnica e artisticidade —, executados em salões. Pensa-se que tenham tido origem na corte de Luís XIV, o Rei Sol, aquele que terá sido um grande impulsionar da arte da dança.

Nas danças de salão incluem-se estilos como o merengue, o cha-cha-cha, a bachata o tango, a milonga, a valsa, a cumbia, o bolero, o pasodoble, entre tantas e tantas outras! No caso das danças de salão, há dicas específicas que os alunos podem seguir para melhorarem a cada aula.

Por exemplo,em geral, os aspirantes a bailarinos (ou os que o fazem por passatempo) devem ter muita atenção ao calçado próprio para a dança de salão que está a praticar. É absolutamente essencial que tenham o tipo de sapato indicado (no caso das mulheres pode mesmo ser um sapato com algum salto). É também necessário ser paciente com o seu parceiro de dança, entendendo que é natural que ocorram pisadelas e outros desaires. As mulheres devem deixar que, na dança, sejam conduzidas pelo homem — não se inibindo de o corrigir, se necessário, claro — e, obviamente, praticar vezes sem conta!

Casal a dançar na rua
Dançar com um par, nas danças de salão,  exige muito treino e confiança no outro. Fonte: Unsplash

Para aprender danças de salão, os aspirantes a dançarinos podem recorrer a escolas como a Sociedade Filarmónica dos Alunos de Apolo, a Escola de Danças Sociais e Artes do Espetáculo (EDSAE), Estúdio Sabor & Dança, Academia Pedro Sousa, Jazzy Dance Studios etc.

Ballet clássico: na ponta dos pés nas aulas de dança

O ballet clássico é um estilo de dança que exige anos de preparação física. Por isso, é desde cedo que os bailarinos começam a sua formação. No entanto, é sempre possível fazer aulas de dança clássica como hobbie e aventurar-se no mundo dos pliés, das piruetas, dos pequenos e grandes saltos, do trabalho das pontas e muito mais.

Para que o nosso leitor entenda o quão exigente é a arte da dança clássica, deixamos, neste artigo, um resumo daquela que costuma ser a estrutura de uma aula de dança clássica. Ora, uma aula de ballet clássico, começa com o trabalho na barra, pelo que os alunos (raparigas e rapazes) têm uma mão sobre a barra e realizam exercícios que prepararão o trabalho que se segue na segunda parte da aula, durante a qual — e já sem o apoio da barra — se fazem adágios, exercícios ao som de uma música em geral lenta, sustendo uma das pernas em equilíbrio em diversos movimentos que exigem muita flexibilidade mas também muita força e controlo.

Casal a dançar contemporâneo
Pode aventurar-se num estilo de dança clássica, dança contemporanea ou neoclássico. Fonte: Unsplash

Posteriormente, na terceira parte, realizam-se pequenos saltos, onde se requer a rapidez e destreza de pernas e braços — sempre associados, claro, à graciosidade e delicadeza. Seguidamente, fazem-se os grandes saltos, igualmente exigentes, que pedirão dos alunos flexibilidade, uma boa capacidade de suster o salto (dando aquela impressão de leveza que maravilha quem vê).

Depois, seguem-se as piruetas/fouettés e, no caso das raparigas, o (muito) exigente trabalho das pontas. Afinal, falamos de dançar na ponta dos pés, tendo todo o peso do corpo sobre o pequeno bloco de madeira que se encontra no interior das sapatilhas de pontas — que permitem dotar as bailarinas de uma certa leveza, dando a sensação de que pairam no ar — e que tanto embevece  os espectadores nos bailado. É, porém, de notar que toda a estrutura da aula descrita pode, desde o início — e no caso de níveis mais avançados — ser realizada em pontas, ao invés de nas sapatilhas moles de meia-ponta.

Esclarecidos quanto à estrutura da aula de ballet? Esperamos que sim!

Agora, para quem se quer profissionalizar, a formação deve passar pelo Conservatório Nacional de Dança (EADCN) é uma escola de ensino artístico especializado em dança clássica e dança contemporânea, com ensino académico integrado. Além desta, existe ainda a Escola Superior de Dança, uma unidade do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) orientada para a formação superior em Dança, ideal para quem planeia ser bailarino de dança contemporânea e/ou nova dança ou para quem pretende tornar-se professor de dança ou coreógrafo.

Aprender a dançar com aulas de dança Superprof

Além das escolas referidas, com o objetivo de se profissionalizar, tendo um diploma na área da dança, pode ainda optar pelas diversas aulas de diversos estilos de dança da Superprof. Na nossa plataforma, pode consultar os perfis de inúmeros professores — muitos deles também bailarinos/dançarinos — dispostos a passar o conhecimento da técnica de determinado género de dança. Com uma simples pesquisa pelo estilo de dança pretendido, encontrará inúmeros profissionais experientes, dispostos a dar aulas de grupo ou individuais — podendo, ainda, consultar o preço cobrado por hora cobrado por cada um destes profissionais da dança. Por isso, se quiser, por exemplo, saber quanto custa ter aulas de danças de salão está na hora de fazer uma pesquisa pelo site da Superprof.

Rapariga a dançar hip-hop
Ter força muscular é fundamental para controlar certos movimentos nas aulas de hip hop. Fonte: Unsplash

No caso de aulas individuais, os alunos poderão contar com uma metodologia orientada para as suas necessidades específicas e, obviamente, para a obtenção de resultados. Esta modalidade é, em geral, ligeiramente mais cara do que as aulas de grupo mas garante uma mais rápida evolução do aluno. Afinal o professor estará focado num só aluno, dedicando-lhe toda a atenção e moldando a metodologia às dificuldades e lacunas do aluno em questão.

Convencido? Então, toca a partir à descoberta dos melhores locais para aprender danças de salão ou qualquer outro género de dança que lhe encha as medidas!

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Elsa

Trabalho na área da consultoria linguística e produção de texto há três anos e sou, actualmente, professora de português para estrangeiros. Dedico a maior parte do meu tempo livre à leitura e à escrita, tendo já publicado crónicas e poesia em revistas culturais e literárias.