É de conhecimento geral que existem períodos da história de Portugal que moldaram o nosso país e sociedade. Conhecê-los é essencial para perceber o contexto histórico, político e cultural em que vivemos nos dias de hoje. Sem ter conhecimento dessas épocas somos incapazes de ter uma verdadeira visão do país.

E é precisamente por esse motivo que todas elas fazem parte do programa curricular de qualquer fase do ensino. Seja no programa do curso de história do ensino básico, nas disciplinas de história A e história de arte no ensino secundário ou nos cursos superiores na universidade ou faculdade, todos incluem as épocas mais importantes da história no plano de estudos. É essencial que se concentre nessas aulas e nos estudos.

Mas sabemos que nem todos os estudantes têm interesse no campo da história como têm nas áreas das ciências, das letras ou da arte. A maioria dos estudantes prefere outras disciplinas à história e tem algumas dificuldades com o programa de estudos do curso. Para todos esses estudantes que não conseguem fazer a sua própria pesquisa e investigação, deixamos aqui as informações principais sobre o período histórico entre os séculos XVI e XVII, os maiores eventos e personalidades, para ajudar a garantir o sucesso da sua educação e graduação.

colunas e teto
As épocas mais importantes da história estão incluídas nos cursos da universidade, como uma licenciatura, mas também no cursos de história do 1º e 2º ciclo. | Fonte: Pexels.com

Saiba o que caracterizou o período dos séculos XII e XIII em Portugal.

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Caracterização da sociedade nos séculos XVI e XVII

A sociedade portuguesa do princípio desta época tem uma forte estratificação social. A divisão da sociedade em ordens, com a nobreza no topo, gerava uma desigualdade com os trabalhadores com profissão (oficiais mecânicos, lavradores e semelhantes, ou seja, o povo).  Esta separação era bastante óbvia principalmente na aplicação de penas e castigos, dependendo se o crime era praticado por um nobre ou por um plebeu. A materialização dessa diferença também se manifestava no tipo de roupa que cada estatuto usava.

Os nobres gozavam de inúmeras vantagens pela sua posição no topo da hierarquia. Eram os detentores dos cargos públicos mais importantes e estavam, geralmente, ligados à função militar. Mesmo os nobres mais pobres tinham lugares de importância no campo de batalha. Saiam ainda beneficiados nos encargos fiscais, em comparação com as restantes classes sociais.

As relações sociais estavam diretamente ligadas à ideia de que a superioridade do estatuto afetava os comportamentos. Por isso, os cargos importantes reservavam-se a pessoas honradas, com boas virtudes. Assim, fomentava-se a desigualdade e o estatuto era sempre motivo de preocupação.

O outro estrato social que detinha uma grande importância na sociedade era o clero. Era, aliás, considerada a primeira ordem e tinha grandes privilégios. Detinha uma hierarquia interna própria, imunidades, foro privativo e leis próprias que o afastava definitivamente do povo e lhe proporcionava uma posição confortável na hierarquia do país.

Com o crescimento populacional que se verificou em Portugal, a estrutura social sofre algumas alterações.
A sociedade mantinha-se tripartida, mas percebeu a importância do trato mercantil e dos benefícios que daí advinham. Tratados e considerados como "gente limpa", os mercadores estavam sem dúvida acima dos trabalhadores mais baixos. A simbiose entre estes dois mundos, com a ligação pelo trato comercial, foi fundamental para a manutenção e gestão do império durante o século XVI.

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Pode estudar a sociedade portuguesa numa licenciatura na universidade ou outros cursos nos campos da histórias, letras ou ciências. | Fonte: Pexels.com

Sabe o que inclui o programa curricular dos séculos XIV e XV?

Eventos mais marcantes destes séculos

Qualquer um dos eventos mais marcantes de um período histórico está incluído no programa curricular dos cursos de história do ensino. Se for um dos alunos que terá que fazer provas de acesso para a licenciatura na universidade, ou outros cursos semelhantes nas áreas da história, das ciências ou das letras, é importante que seja capaz de os reconhecer e identificar a que época da história pertencem. No que diz respeito aos séculos XVI e XVII, estes são os acontecimentos sociais e políticos mais importantes:

  • Descoberta do Brasil: em 1500, Pedro Álvares Cabral, dirigia-se para a Índia, mas, pelo caminho, descobriu o Brasil. A descoberta foi anunciada como acidental, mas muitos historiadores acreditam que o desvio foi intencional e os portugueses já conheciam a localização do novo continente;
  • Batalha de Alcácer-Quibir: batalha que levou à crise dinástica de 1580 e ao nascimento do mito do Sebastianismo. Nela, o exército português perdeu e o rei D. Sebastião foi morto. O seu corpo terá sido mostrado aos sobreviventes portugueses, mas o mito de que teria sobrevivido e que voltaria para resolver os problemas do país manteve-se vivo durante décadas.
  • Guerras luso-holandesas: começaram em 1595 com o ataque holandês a S. Tomé e Príncipe e só terminaram em 1663 após a assinatura do tratado de Haia. Portugal era um dos principais parceiros comerciais dos Países Baixos, mas Filipe I proibiu as relações comerciais, numa tentativa de enfraquecer os holandeses, o que levou a ataques e ocupações nos territórios portugueses no Brasil, África e Ásia;
  • A Restauração de 1640: a revolta que afastou os castelhanos do trono, quando, em 1640, se invadiu o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava o país desde 1580. Foi aí proclamada a coroação do Duque de Bragança, futuro D. João IV, e retomada a independência do país;
  • Tratado de Lisboa: em 1668, Portugal e Espanha assinam o acordo de paz que pôs fim à chamada Guerra da Restauração. Este tratado pôs fim ao período de guerra entre os dois países e consagrou definitivamente Portugal como um estado independente.

Certamente que conhece a maioria deles, mas no caso de ter que fazer provas de acesso aos cursos da faculdade, aproveite para fazer alguma pesquisa e investigação extra para garantir que tem sucesso na continuação da sua formação. Nos dias de hoje tem toda a informação à distância de um click, por isso não há desculpa.

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Os eventos mais marcantes no campo da história são muito importantes para a educação e cultura dos alunos. | Fonte: Pexels.com

Descubra também como era a nossa sociedade nos séculos XVIII e XIX.

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Personalidades mais importantes em ambos os séculos

Tal como com os acontecimentos, também existem elementos que marcam certos períodos da história e que são referidos em qualquer curso no campo da história. Estas personalidades tiveram impacto no campo político, cultural e alguns até mesmo na formação do património e, portanto, estão sempre incluídos no plano de estudos do curso. Nestes dois séculos, são estes os nomes mais importantes:

  • Pedro Álvares Cabral: o navegador português que descobriu o Brasil em 1500. Na segunda missão com destino à India, o desvio na rota levou a frota até à costa brasileira;
  • D. Sebastião: rei português cuja morte na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendência, abriu as portas à crise dinástica que vai colocar os reis de Espanha no trono português. À sua volta nasceu o mito do “Sebastianismo”, que reflete a esperança de que o rei regressaria um dia, numa manhã de nevoeiro, para salvar o país de todos os seus problemas;
  • D. António, Prior do Crato: foi pretendente à Coroa e lutou até ao fim contra o domínio filipino. Com a independência de Portugal cada vez mais ameaçada pelos espanhóis, D. António assume a liderança de um dos partidos nacionais que se opõe à unificação dos dois países;
  • Filipe I: O rei de Espanha, D. Filipe II, é eleito Filipe I de Portugal na união dos dois reinos. Ganha apoio da nobreza portuguesa ao jurar guardar e conservar todos os foros, privilégios e liberdades que tinham com os seus antecessores;
  • Luís Vaz de Camões: escritor português, mais conhecido por ter escrito "Os Lusíadas". Era o poeta oficial da pátria e escreveu sobre a viagem de Vasco da Gama à Índia e a aventura dos portugueses desde a formação da nação.

Se quer garantir que tem sucesso na sua educação e consegue aceder ao curso superior na universidade ou faculdade que deseja, tem que conhecer todos estes nomes. Por isso, faça pesquisa e investigação sobre eles e dedique mais tempo de estudo à história do que às disciplinas de ciências, letras ou arte.

Saiba também quem foi importante nos séculos XX e XXI em Portugal.

Professor história ensina o ambiente político e a dinastia no poder

Ao contrário do que aconteceu durante os dois séculos anteriores, aqui reinava a instabilidade política. Com a dinastia filipina no poder, todas as classes dirigentes do país, ou seja a nobreza e a burguesia, estavam interessadas na integração do país no reino de Espanha.

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Qualquer curso nas áreas da história, ciências, letras ou arte contemporânea tem muitas saídas, seja uma licenciatura ou uma graduação semelhante. | Fonte: Pexels.com

O povo, por outro lado, estava bastante relutante em apoiar um rei que controlava o país vizinho, mas não tinha força suficiente para causar uma rutura. Esta relutância levou a variados motins populares e conflitos durante todo o período histórico. O ambiente político desta época refletia o conflito interno do país entre a independência e a aglomeração ao reino espanhol.

Faz alguma ideia do que acontecerá no país no futuro?

Economia e desenvolvimento deste período

Durante os séculos XVI e XVII verificou-se uma lenta recuperação da crise demográfica que tinha afetado o país. Um bom indicador desta crise foi a dificuldade da Coroa em povoar os locais descobertos, como aconteceu com os Açores e a Madeira.

Este crescimento da população deu-se de forma igual nas cidades e nos campos. As cidades cresciam, principalmente as do norte, Viana, Braga, Guimarães, Porto e Aveiro, mas Lisboa mantinha a supremacia, com mais população que qualquer outra, seguida pelo Porto. O crescimento das cidades foi, em grande parte, motivado pelas migrações de trabalhadores que saiam das aldeias à procura de novas oportunidades. Lisboa era a cidade mais escolhida, mas o crescimento populacional ia estagnar em meados do século XVI, com a saída da população para os territórios recém-descobertos.

Paralelamente ao crescimento populacional, verificou-se uma recuperação da agricultura e do comércio, com o aumento das trocas comerciais dos produtos provenientes das ilhas. Todos estes fatores, recuperação populacional e económica e a política expansionista, trouxeram uma grande prosperidade ao país. Também a economia tinha outra feição, motivada pela crescente mercantilização e um maior consumo de produtos.

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Catarina

Eterna otimista, com um bichinho por viajar. Apaixonada por literatura e ficção. Metro e meio de pessoa, vivo pelo lema "Though she be but little, she is fierce". Trabalho atualmente como tradutora e redatora freelancer.