Se deseja viver no Brasil ou Portugal, ou encontrar um emprego, saber português é essencial para conseguir obter os documentos nacionais e ter uma estadia pacífica.

Descubra neste artigo da Superprof, o que é o PLE e qual a situação do seu ensino no Brasil e também em terras portuguesas.

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Português para estrangeiros: definição e ensino do PLE no Brasil e em Portugal

Sabe o que significa PLE?

Onde aprender PLE?
A transmissão de todo o saber sobre um idioma permite uma real inclusão dos refugiados que tiveram de fugir por razões diversas.

Em primeiro lugar, convém conhecer o significado do PLE. Trata-se do português como língua estrangeira. Os cursos de PLE são, portanto, sessões de ensino de português dadas a estudantes que não falam a língua em terras brasileiras, portuguesas ou no exterior. Estamos perante uma disciplina própria, onde existem vários métodos e técnicas de aprendizagem.

Tenha sempre o cuidado para não confundir com o PLM - Português Língua Materna - ou a alfabetização. O PLM é completamente diferente do PLE. O PLM diz respeito à língua materna portuguesa, que é usada por falantes nativos, e que normalmente é ensinada desde a infância no seio da família.

Um estudante brasileiro ou português de PLE está, portanto, a preparar-se para ensinar o português a pessoas que não falam o idioma.

Descubra também as frases úteis em português para o seu dia a dia, que pode usar em diversas situações. 

A data de 1901 marca os primeiros registos da instrução do PLE no Brasil, com o Manual de Língua Portuguesa do tutor Rudolf Damm. A educação do PLE, no princípio do século XX, era uma das principais metas no contexto de formação e educação dos filhos de imigrantes na respetiva altura.

O Brasil já assistiu a diversas etapas de instrução de PLE. Almeida Filho, em 1978, definiu a abordagem comunicativa atual, num seminário que decorreu em Florianópolis. Desde esse momento que muitos estudos têm sido realizados sobre o tema, que ainda continua a integrar a agenda de muitos profissionais da investigação.

Na casa de Luís de Camões, a instrução do PLE explodiu com a Revolução de 25 de Abril de 1974 e a consequente descolonização. O nosso território abriu as portas e começou a receber muitos cidadãos portugueses, indianos, timorenses e africanos que vinham das ex-colónias. Todos também comunicavam uma mescla de variedades que eram muito semelhantes à norma-padrão do Português Europeu.

O tempo passou... E a instrução do PLE já passou por várias etapas em terras portuguesas. Logo no século XX, nos anos 90, surgiram outros tipos de imigrantes. Esta nação do sul da Europa começou a receber muitos imigrantes que vinham da Europa de Leste, devido à abertura das fronteiras da União Europeia.

Também é muito importante realçar que a meta do PLE passa por abrir novos horizontes culturais aos estudantes que pretendem assimilar o portugues para estrangeiros.

As últimas configurações a nível mundial da globalização e os acordos internacionais tem vindo a promover cada vez mais a expansão dos falantes de língua portuguesa. A criação do Mercosul marcou um crescimento exponencial da assimilação deste idioma em todo o planeta.

Na nação de Fernando Pessoa e no Brasil, esta procura da instrução de português para estrangeiros também tem crescido imenso. Especialmente devido à comunidade de emigrantes que vem para terras portuguesas em trabalho ou nos intercâmbios escolares. Independentemente dos objetivos de cada um, muitas destas pessoas procuram sempre por aulas de português para estrangeiros.

Nos dias que correm, a formação do PLE ocorre principalmente nas instituições superiores, com cursos livres, de extensão, de idiomas ou de graduação.

Está à procura de uma formação de português para estrangeiros? Na Superprof, encontra todas as respostas que precisa para começar a saber mais.

Quais são as metas principais dos cursos de PLE na aprendizagem do português para estrangeiros?

Todas as metas podem ser sempre muito diversas. Todos os estudantes não lusófonos que pretendem adquirir o português como língua podem ter motivações muito diferentes. Desde vir morar para o Brasil ou Portugal, trabalhar com brasileiros ou portugueses, realizá-lo apenas para metas puramente culturais, turísticos ou simplesmente terem a vontade de aumentar toda a sua bagagem.

Se analisarmos as diferentes experiências dos tutores do PLE, chega-se à conclusão que as metas dos formandos são diversas e variadas. De qualquer das maneiras, os cursos de PLE procuram sempre a melhor integração dos indivíduos numa comunidade onde não tem raízes ou sentimento de pertença.

Deste modo, toda esta instrução é muito diferente das aulas de alfabetização, onde o objetivo principal é preparar as pessoas para a leitura e a escrita. Os destinatários são sempre pessoas que não obtiveram quaisquer competências linguísticas básicas na sua educação escolar.

O que significa o acrónimo PLE?
Os estudantes de PLE devem ser adquirir toda a informação para conseguirem integrar-se na respetiva comunidade.

Irá confirmar que nas aulas de PLE, as metas da instrução do português para quem é de fora são sempre definidas pelos formadores:

  • Escolha de noções e vocabulário que vão de encontro às necessidades específicas dos formandos de português que não a tem como língua nativa;
  • Colocar no topo das prioridades, a componente oral e o estudo da fonética;
  • Criação de situações de comunicação da vida diária (Por exemplo: saber como dizer "hello in portuguese");
  • Dar sempre atenção às interferências entre o português e a língua de origem do estudante;
  • Procurar sempre respeitar as especificidades culturais de cada local;
  • Apresentação de comportamentos dos falantes do idioma de destino;
  • Procurar sempre uma instrução em perspetiva plurilíngue e multicultural, de modo a abranger todos;

As formações de português para os não nativos utilizam muitas vezes o método comunicativo, ou seja, cada estudante é conduzido a utilizar a língua em situações importantes, do dia-a-dia. Está provado que este método ajuda a uma maior assimilação da língua. É preciso também ter em atenção, o pormenor de que o formando está em imersão no Brasil ou em terras portuguesas, exposto a essas mesmas situações reais de uso da língua, o que o leva a evoluir rapidamente.

Os cursos de português para estrangeiros têm como meta oferecer aos aprendizes as competências adequadas para conseguirem sempre lidar com situações de comunicação quotidiana. Para os aprendizes que estiverem a instruir-se no Brasil, podem aproveitar para adquirirem as competências orais e escritas exigidas no CELPE-Bras.

Aulas de PLE ou de português para estrangeiros: a quem são destinadas?

Os destinatários, ou seja o público-alvo do ensino do português como língua estrangeira, é diversificado. Os professores devem sempre ter em consideração esta realidade e realizar a respetiva adaptação. Fique a conhecer alguns dos principais grupos:

  • Refugiados étnicos, religiosos, políticos;
  • Imigrantes em geral;
  • Estudantes;
  • Público precoce;
  • Crianças;
  • Adolescentes;
  • Adultos;
  • Idosos;
  • Etc;

Tenha desde logo presente que as crianças e os adolescentes são os grupos com mais facilidade para assimilarem o português para estrangeiros! Este público consegue aprender muito mais depressa, devido às suas características psicolinguísticas, à necessidade de comunicação ou à ausência de um bloqueio cognitivo. Nada os parece travar na aprendizagem.

No outro oposto, encontram-se os adultos que dependendo das suas circunstâncias e da sua idade, podem ter dificuldades bem mais importantes ao aprenderem o português língua não nativa. Mesmo assim, ainda apresentam outras faculdades essenciais que ajudam na aprendizagem:

  • Ânimo
  • Vontade de trabalhar
  • Bagagem cultural maior.

O maior problema com os adultos, acontece quando se encontram numa situação que não desejavam. E, nestes casos, podem não ter qualquer motivação, o que dificulta imenso a sua evolução.

Como aprender a ler?
As crianças e os adolescentes normalmente aprendem muito mais depressa. Os adultos podem ter mais bloqueios.

Para além de tudo isto, os públicos mais jovens geralmente confiam muito mais depressa no mentor. Já os adultos são mais críticos e muitas vezes apresentam um distanciamento maior em relação aos seus métodos de trabalho e à sua metodologia de instrução de portugues para estrangeiros. Tudo isto pode conduzir a uma recusa em comunicarem ou a integrarem-se num determinado grupo.

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Aulas de português para estrangeiros: descubra os exames de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros

É estrangeiro e quer trabalhar na nação de Luís de Camões? Conheça quais são os requisitos!

O Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa para Estrangeiros (Celpe-Bras) é um documento brasileiro oficial de proficiência em português como língua que não é nativa.

O Celpe-Bras é aplicado no Brasil e em outros países pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com o apoio do Ministério da Educação. Tudo com uma parceria do Ministério das Relações Exteriores.

E nos Postos Aplicadores que se realizam todas as provas. Fique a conhecer alguns destes postos que se encontram no Brasil e no estrangeiro:

  • Instituições superiores
  • Representações diplomáticas e missões consulares do Brasil no exterior
  • Centros e institutos culturais brasileiros e estrangeiros
  • Instituições congéneres interessadas na promoção e difusão da Língua Portuguesa.

Sabia que todos os dias, se realizam imensas pesquisas diárias por "learn portuguese" ou por "how to learn portuguese" em várias partes do mundo?

Concepção teórica

Saiba desde já que o Celpe-Bras se centra na ideia de proficiência enquanto uso adequado da língua para desempenhar as mais variadas ações. Para cumprir esta meta, tem sempre em consideração não apenas aspetos textuais, mas principalmente, aspetos discursivos. Desde o contexto, propósito e interlocutores envolvidos na interação.

Este exame do Celpe-Bras é responsável por certificar diferentes níveis de proficiência. Tem sempre em conta a premissa de que todos os que possuem os níveis certificados são capazes de desempenhar as mais diversas ações na Língua Portuguesa. Dependendo do nível de proficiência, o que pode ser diferente é a qualidade do desempenho.

Tendo em conta a sua natureza comunicativa, o Celpe-Bras destaca sempre o uso da língua e envolve avaliações integradas que analisam a compreensão e produção oral e escrita. Este exame não avalia, portanto, os conhecimentos de Língua Portuguesa por meio de questões gramaticais ou de vocabulário. Centra-se sempre é com o uso dessa língua, seja quais foram as circunstâncias da aprendizagem.

É uma Comissão Técnico Científica que elabora e confirma a aplicação do Celpe-Bras. Esta comissão tem um caráter consultivo e é formada por tutores especialistas em avaliação e instrução de português para falantes de outras línguas. Este corpo é selecionado através de uma chamada pública.

Estrutura do exame

Fique a conhecer como é composto o exame:

  • Parte escrita: é onde se avalia a compreensão oral e escrita, bem como a produção escrita;
  • Parte oral: analisa o desempenho na compreensão e produções orais.;

Para a parte escrita, o participante terá de realizar uma série de tarefas, onde vão ser avaliadas a sua proficiência. Já a parte oral conta com uma interação cara a cara. Tudo isto integra sempre um conjunto de práticas do uso da Língua Portuguesa que podam ocorrer no dia a dia de um estrangeiro que pretende comunicar em português.

Níveis de Proficiência

São 4 os níveis de proficiência que o Celpe-Bras certifica. Para conseguir obter esta certificação precisa de alcançar pelo menos o nível intermediário na parte escrita e na parte oral do exame.

Se o nível de proficiência das Partes do exame for diferente, o que prevalece é sempre o mais baixo que o participante conquistou.

Histórico

O ano de 1998 marca a utilização do Celpe-Bras. A aplicação do exame passou a ser realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desde o 2º semestre de 2009. O número de aprendizes inscritos cresce progressivamente de ano para ano.

Para ter uma ideia, segundo o Inep, nos últimos oito anos o exame contou com mais de 68 mil participantes.

Outros exames de proficiência

O CILP é reconhecido pelas seguintes instituições:

  • Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade de Caxias do Sul
  • União Latina

É também declarado de interesse educativo pelo Ministério de Cultura e Educação da Argentina. Está aberto a pessoas de qualquer nacionalidade, idade ou grau de estudos. Estes exames do CILP são aplicados no Brasil e no exterior. Existem duas modalidades: CILP e CILP Escolar.

Existem também os exames de proficiência portugueses. A certificação da proficiência linguística em Português Língua Estrangeira é realizada pelo Centro de Avaliação e Certificação de Português Língua Estrangeira – CAPLE. Trata-se de uma unidade orgânica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Os exames de PLE do CAPLE, unicamente destinados a cidadãos de fora, são aceites para efeitos de estudos, carreira académica, emprego, obtenção de nacionalidade, entre outros. Tudo por diferentes entidades e instituições nacionais e estrangeiras. Os seis exames oferecidos avaliam a competência em português correspondente aos seis níveis (A1 a C2) do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR), independentemente do seu percurso de assimilação desta língua e do local onde a desenvolveram. A sua aplicação é realizada na rede dos mais de 100 LAPE existentes no mundo, sob a responsabilidade dos respetivos coordenadores.

  • CIPLE – Certificado Inicial de Português Língua Estrangeira
  • DEPLE – Diploma Elementar de Português Língua Estrangeira
  • DIPLE – Diploma Intermédio de Português Língua Estrangeira
  • DAPLE – Diploma Avançado de Português Língua Estrangeira
  • DUPLE – Diploma Universitário de Português Língua Estrangeira

Seleção de material didático específico de PLE para as aulas de português para estrangeiros

Qual a bibliografia ideal para aprender o português para estrangeiros?
Sabe qual a bibliografia ideal para os estudos de Português como a sua língua que não é nativa?

A Rede Brasil Cultural, ministrada pelo Ministério das Relações Exteriores, assim como a Associação de Professores de Português, apresenta materiais didáticos que podem ser usados por todos os que desejam aprender. No site, o formador e o estudante encontram materiais de apoio que ajudam a tornar a prática de absorção muito mais rica e eficaz.

Todos os materiais disponibilizados estão ao abrigo de uma licença Creative Commons, que permite a livre utilização, edição e adaptação da obra original. Tudo desde que os fins não sejam comerciais, que atribuam crédito ao autor e licenciem as novas criações sob todas as mesmas condições.

Todo este material didático tem como utilizador principal o mentor de língua portuguesa. Estes materiais pedagógicos de reconhecida qualidade podem realmente marcar a diferença e viabilizar o estudo do português em espaços, onde existe pouca oferta de métodos e mesmo de meios de apoio.

Fique também a conhecer alguns livros essenciais e que podem marcar a diferença:

  • ANTUNES, C. Língua Portuguesa e Didática - Col. Como Bem Ensinar. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2010.
  • CELLI, R. Português do Brasil Para Estrangeiros. São Paulo: Pontes Editores, 2002.
  • CEREJA, W.; Magalhães, T. Português. Linguagens. São Paulo: Atual Editora, 2012.
  • MARCUSCHI, B; COSTA, M. Livros Didáticos de Língua Portuguesa: letramento e cidadania. São Paulo: Editora Autêntica, 2007.
  • FERREIRA, L. Didática e Prática de Ensino de Língua Portuguesa e Literatura. Desafios Para o Século XXI. Rio de Janeiro: Editora Lamparina, 2011.
  • GOMES, A; ROJO ,R. Livro Didático de Língua Portuguesa, Letramento e Cultura da Escrita. São Paulo: Editora Mercado de Letras, 2003.
  • GONÇALVES, C. Brasileirinho: Português para crianças e pré-adolescentes, Rio de Janeiro: E.P.U., 2017.
  • LIMA, E. Avenida Brasil. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 1992.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil - Vol. 1 - Livro Texto + Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil - Vol. 2 - Livro Texto + Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E. Novo Avenida Brasil 3: Curso Básico De Português Para Estrangeiros - Livro + Livro De Exercícios. Rio de Janeiro, Editora E.P.U., 2008.
  • LIMA, E; IUNES, S. Falar... Ler... Escrever... Português Um Curso Para Estrangeiros. Livro de Exercícios. Rio de Janeiro: Editora E.P.U., 2012.
  • MARCHANT, M. Português Para Estrangeiros. Porto Alegre: Editora AGE, 1994.
  • MARQUES, A. Ensino De Língua Portuguesa. Reflexão e Ação. São Paulo: Editora EDUC, 2008.
  • MENDES, N. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Saraiva Didático, 1992.
  • PEREIRA, M.; VALENTE, A. Língua Portuguesa: Descrição e Ensino. São Paulo: Editora Parábola Editorial, 2011.
  • PIACENTINI, M. Não Tropece na Língua. Lições e Curiosidades do Português Brasileiro. Curitiba: Editora Bonijuris, 2012.
  • SCHUMACHER, C. Uma gramática intuitiva: Liberte-se das regras e tome posse da língua que você fala. Rio de Janeiro: Editora E.P.U., 2013.
  • SILVEIRA, R. Uma Pronúncia do Português Brasileiro. São Paulo: Cortez Editora, 2008.
  • SOUZA, A. Português como língua de herança em Londres: recortes em casa, na igreja e na escola. São Paulo: Pontes Editores, 2016.

Livros publicados por CCBs e Embaixadas

  • CUNHA, R; ZIEBELL, Z. Português Tropical: Literatur, Musik und Sprache Brasiliens. Berlim: Embaixada do Brasil em Berlim, 2013.
  • FALCÃO, R. et al. Curso básico de português para estrangeiros – Volume 1 - Páginas da minha vida. Lima: Cantera editores, 2016.
  • FALCÃO, R. et al. Curso básico de português para estrangeiros – Volume 2 - Cordel do Brasil. Lima: Cantera editores, 2016.
  • PIETSCH, G.; CIRIC, M. Por dentro do Brasil: método de português brasileiro para estrangeiros nível básico e intermediário. Belgrado: Editora Glosarijum, 2014.
  • VIEIRA, M. et al. Projeto "Brasil na Escola". Mendoza: Consulado-Geral do Brasil em Mendoza, 2014.

Português para estrangeiros: Especificidades do PLE

estrangeiros querem aprender a falar português.
Muitas pessoas querem descobrir como falar português. Mas sabia que as aulas de PLE possuem metodologia e material didático específicos? | Fonte: Pixabay

No arranque de uma aula de PLE, o tutor pode aplicar uma destas duas metodologias:

  • Ou opta por uma abordagem superficial do português, com a apresentação do alfabeto e uma introdução aos costumes brasileiros ou portugueses;
  • Ou entra diretamente no assunto, com uma abordagem comunicativa. Os alunos aprendem diretamente a apresentarem-se, a adquirirem conhecimentos linguísticos e, portanto, a falar português desde a primeira aula.

Com a abordagem comunicativa, os principiantes podem interagir diretamente com o mentor, mas também uns com os outros para se ajudarem entre si e, assim, criarem uma coesão de grupo, importante para o futuro. Todas estas relações podem ser imprescindíveis para avançarem muito rapidamente e saberem cada vez mais.

A progressão não é linear e passa por fases de regressão bastante normais. Assim, tendemos a progredir muito no início, depois estagnar ou mesmo regredir. Por último, a fase de progressão recomeça, mas mais lentamente. É assim nesta área e em qualquer outra. Faz parte!

Para além disso, a progressão de cada aprendiz no português língua não nativa está fortemente ligada ao aspeto psicológico:

  • O aspeto sociocultural: é o mais profundo. É a atitude ou o comportamento do aprendiz de acordo com os seus ritos, crenças, costumes e conhecimento de origem. Por exemplo: a diferença social varia muito de uma comunidade para outra;
  • O aspeto pessoal: em relação ao passado, à experiência, ao conhecimento dos alunos. Também se refere à motivação e às expectativas, construindo assim o perfil psicológico do estudante;
  • O aspeto situacional: o contexto da turma e das aulas pode influenciar a instrução de idiomas como o português;

O PLE está mais relacionado com a aquisição de conhecimentos de idiomas modernos. Quando começa a estudar o inglês, por exemplo, normalmente não sabe muito. O contexto é simplesmente diferente: o iniciante não é "forçado" a assimilar a língua para lidar porque vive na sua terra de origem, ao contrário dos aprendizes em PLE, que frequentemente estão numa situação particular. Dominar o português é uma forma de integração no local de acolhimento.

Deste modo, não se trata de estudar obras literárias clássicas, mas sim de saber frases úteis em português na vida quotidiana para poder comunicar e integrar-se rapidamente. Precisa sempre de adaptar-se ao que é realmente essencial e vai marcar a diferença.

Os assuntos gramaticais e a ortografia são abordadas, mas de uma maneira diferente, e menos completa, quando comparada à instrução para estudantes dos vários graus de aprendizagem em Portugal ou no Brasil. O objetivo é que, pouco a pouco, o principiante possa simplesmente comunicar com um interlocutor.

Os iniciantes interessados poderão também pesquisar por "learn portuguese online". A aquisição de novas informações será diferente mas eficaz, de igual forma.

Cursos de português para estrangeiros: associações que lecionam o PLE gratuitamente

Onde aprender PLE?
Muitas associações oferecem serviços a refugiados e imigrantes no Brasil ou em terras portuguesas. A instrução do português é prioridade na inclusão!

As perseguições políticas e a guerra são as principais razões que levam muito refugiados a deixarem os seus países. Há ainda um número expressivo de pessoas que deixam os locais de origem devido à situação económica difícil. No Brasil ou em Portugal, essa situação não é diferente. Seja por motivos étnicos, religiosos, políticos ou de catástrofes naturais. Os imigrantes, ao chegarem aos países, têm a urgência de serem acolhidos como cidadãos, o que implica uma inclusão social efetiva. E o que a instrução do PLE tem a ver com isso? Tudo! É através do estudo do idioma português, que os refugiados e imigrantes passam a integrar a comunidade – podendo comunicar e exigir os seus direitos enquanto cidadãos.

A maioria das associações que promovem o serviço gratuito do PLE têm como principal missão auxiliar na geração do sentimento de acolhimento, integração, pertença e inculturação aos alunos imigrantes.

Claro, além de desenvolverem, através das sessões de Língua Portuguesa e de aulas de português para estrangeiros, competências de leitura e escrita que a vida contemporânea exige dos cidadãos. Isto é, ir para além do domínio do idioma, promovendo uma reflexão sobre as variedades linguísticas, os graus de formalidade e informalidade do discurso e outros aspetos que envolvem o uso social da linguagem, como enunciado, papel dos interlocutores e intencionalidades discursivas.

Fique a conhecer algumas das muitas instituições que acolhem imigrantes no Brasil:

  • ONG Missão Paz – SP
  • Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (CAMI) – SP
  • ONG Educafro – SP
  • Centro de Acolhida Imigrante – SP
  • Instituto Adus – SP
  • Agência da ONU para Refugiados (Acnur) no Brasil

No país de Fernando Pessoa, poderá procurar pelo Conselho Português para os Refugiados, por exemplo.

Instituições superiores que lecionam PLE e ensinam o português para estrangeiros

Para além das associações (como a Associação de Professores de Português) uma boa alternativa para estrangeiros que desejam aprender o português, mas também para os brasileiros e portugueses que desejam tornar-se mentores de PLE são as formações oferecidas pelas instituições superiores. Encontrará opções muito distintas, desde formações livres, de extensão, à distância, graduação, licenciatura e pós-graduação.

Iremos também apresentar algumas universidades brasileiras que são muito conhecidas pelos programas de preparação em PLE. Muitas, inclusive, apresentam programas específicos gratuitos para estudantes estrangeiros. Poderá sempre visitar cada uma e perceber melhor quais são os respetivos programas, e assim ter informação para conseguir selecionar.

Há muitas opções de formações de PLE em centros universitários e universidades:

  • Unicamp
  • PUC-SP
  • Universidade Caxias do Sul
  • USP
  • Universidade Federal Fluminense

Na nação de Fernando Pessoa e de Luís de Camões, poderá procurar nas seguintes instituições:

  • Universidade de Lisboa
  • Universidade de Coimbra
  • Universidade do Minho

No caso de ser um brasileiro e desejar encontrar um emprego em Portugal, por exemplo, deverá começar já a sua formação.

Se é professor de português, já pensou em dar sessões particulares de português para estrangeiros? Pode ser uma boa alternativa como complemento dos seus rendimentos ou até mesmo começar uma nova carreira! Descubra todas as possibilidades de atuação na Superprof! ;)

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Ricardo

Marketeer. Professor. Country Manager. Redator. Dedicação a 200% em tudo o que me comprometo ao longo da minha vida. Adoro as diferentes personalidades existentes em ambiente profissional e social. Em constante transformação. Escrevo para partilhar o meu conhecimento e entusiasmo aos leitores que queiram ver respondidas as suas questões ou aprofundar algum tema.