Através da música expressa-se aquilo que não pode ser expresso com palavras, e sobre o qual é impossível ficar quieto" (Victor Hugo).

De acordo com alguns estudos e pesquisas recentes, aprender a tocar um instrumento é equivalente a praticar uma atividade física completa para a mente. Tocar bateria, por exemplo, ativa quase todas as partes do cérebro. Ambos os hemisférios são acionados, já que tocar um instrumento de percussão (que exige muita coordenação) também requer inúmeras atividades motoras.

A prática do instrumento aguça o senso crítico a partir da escuta dos seus próprios acordes, comparados a outros de pianistas conhecidos, que leva à construção de uma base para autocrítica. A bateria também permite que desenvolva essas faculdades de análise com a batida do bombo e os outros componentes deste instrumento.

Mas tocar bateria traz muitos outros benefícios, que detalharemos neste artigo.

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1. Ser baterista melhora a coordenação mental e corporal

A necessidade de manter batidas diferentes quer com a mão esquerda quer com a direita para compor um ritmo. Até mesmo os pés podem estar envolvidos nesse processo. Isso tudo sem mencionar os elementos extra, como a forma que agarra as baquetas de bateria e as batidas nos pratos e outros acordes mais fortes.

A melhor escolha de coordenação
A estimulação sensorial pode surgir da prática de aprender a tocar bateria. | Fonte: Unsplash

A arte de tocar bateria requer coordenação e independência, de uma forma mais impressionante que outros instrumentos musicais. Se pararmos para pensar, a bateria é o instrumento que dá o ritmo mais forte a uma música. Ganha um maior destaque entre os outros instrumentos e traz uma energia que não é conseguida com a guitarra ou viola ou o piano, por exemplo. Não é que estes instrumentos não sejam importantes numa composição, apenas cumprem papéis diferentes.

O domínio da bateria requer movimentos rápidos e precisos. Só desta forma, permitem desenvolver melhor os reflexos e a noção de espaço.

Saiba que também pode aprimorar o seu senso de ritmo da bateria.

2. Ajuda a expressar melhor as emoções através do som da bateria

A música é frequentemente reconhecida como a linguagem universal, o idioma da alma. É através dela que se pode expressar emoções, que vão desde as mais leves até as mais intensas, passando pela melancolia.

Quando toca bateria, todos os sentidos são chamados à ação. Lidar com as baquetas de bateria é um ótimo exercício de toque, já que é preciso coordená-las e sentir a diferença entre cada um dos ritmos proporcionados.

A audição então é um dos sentidos que mais entra em cena quando o tema é tocar bateria. Se não há ouvido, não há música. E quanto mais se dedicar à música, mais o seu ouvido se torna musical, capaz de identificar acordes com precisão e os reproduzir.

A visão também se torna útil, se tivermos em conta a agilidade necessária. Uma bateria, seja bateria virtual ou bateria eletronica ou mesmo a bateria acustica tradicional, é composta por diversas partes e é importante visualizar com destreza qual será a próxima a ser acionada.

O facto de estar com atenção a tantas coisas ao seu redor, o baterista pode deixar as suas emoções fluírem através dos acordes. Quando se senta frente em frente a uma bateria, é como se todos os problemas do dia a dia ficassem para trás. Face a tanta necessidade de uso dos sentidos, não há espaço para outras preocupações.

Um baterista em exercício vive intensa e unicamente o momento presente. Corpo e mente estão sincronizados, produzindo emoções que não podem ser sequer mensuradas. O que fazer com elas? Simplesmente deixar-se levar.

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3. Tocar no tamborde uma bateria melhora o humor e reduz o stress

A bateria também é uma ótima maneira de aprender a gerir o stress. Seja diante de um público ou na sua garagem de ensaio, deve tocar da mesma forma, com a alma.

Sorrir enquanto toca os pratos de bateria
Aprender a tocar bateria pode ajudar a controlar o stress e as suas emoções. | Fonte: Unsplash

Entretanto, caso esteja a sentir emoções negativas, é importante saber controlá-las para que não prejudiquem o seu desempenho. O stress e os problemas pessoais e profissionais devem ficar de fora quando nos propomos a tocar bateria.

Entretanto, o próprio acto de tocar já pressupõe uma sensação de prazer e bem-estar. Se assumirmos que equivale a uma atividade física completa, podemos concluir que será necessário dispensar uma dose de energia capaz de reduzir o stress e proporcionar felicidade e plenitude.

Tocar bateria elimina as emoções negativas, e faz com que dêem lugar ao bom-humor e à tranquilidade.

A música funciona como uma espécie de calmante para a mente. No momento em que estamos concentrados com o nosso instrumento musical (especialmente a bateria, que exige um trabalho conjunto de todos os membros), não pensamos em mais nada. No final, perceberemos que aqueles problemas talvez nem sejam tão relevantes quanto pareciam há algumas horas.

Os mais ousados arriscariam afirmar que estamos a falar, na realidade, de uma terapia ou uma técnica de meditação, tão benéfica quanto ou até mais eficaz que a yoga.

4. A bateria desenvolve habilidades de concentração e memória

O livro "Musicophilia", do neurologista Oliver Sacks aborda a história de Clive Wearing, um músico inglês que sofre de uma grave infecção cerebral. A doença faz com que seja capaz de memorizar por apenas 7 segundos, uma redução significativa se comparada aos padrões considerados normais.

Entretanto, quando entra em contato com o seu piano, algo aparentemente mágico acontece: sem grandes esforços, ele recupera a capacidade de tocar e cantar.

Não, não se trata de mágica ou fenómeno sobrenatural. Segundo estudos da Universidade de Oregon, a música é capaz de causar impactos nas habilidades cognitivas das pessoas que sofrem da doença de Alzheimer.

Embora não seja capaz de curar definitivamente a doença, a música pode proporcionar momentos que tornam a vida dessas pessoas bem mais fácil. No instante em que ouvem certos acordes, elas podem relembrar até mesmo de familiares e factos relacionados a eles.

Além disso, podemos dizer que quem toca bateria tem uma memória mais desenvolvida que a das pessoas que não praticam nenhum instrumento. Isso porque tal prática desenvolve a habilidade de memorização.

Além disso, para conseguir reproduzir corretamente uma canção já aprendida, é necessário manter a concentração por um certo período de tempo. É por isso que a prática musical ajuda a aumentar também a capacidade de concentração.

Após um período em que já aprofundou os seus conhecimentos no universo da música, passará a perder a noção do tempo quando estiver com o seu instrumento. Esta situação acontece, porque a sua concentração se torna total, e a paixão pela música invade a sua alma.

5. Partilhar o bombo reforça as habilidades de relacionamento

Trabalhar ao lado do seu instrumento parece perfeito, não é mesmo? Entretanto, numa trajetória musical, será necessário conviver com professores, colegas de profissão e até mesmo outros músicos de renome. Por incrível que pareça, isso sim, exige muito mais treino.

Ter aulas no lugar de estudar por si mesmo é um verdadeiro desafio para alguns. Fazer parte de uma banda, onde cada um desempenha um papel de extrema importância ajuda a fortalecer a capacidade de sentir empatia e comunicar-se com outras pessoas.

Com os seus mais próximos
Normalmente, alguém que toca um instrumento e sem excepção da bateria facilmente fazem amigos. | Fonte: Unsplash

A bateria também proporciona encontros importantes entre pessoas. São laços criados, amizades que surgem, e até mesmo relacionamentos mais profundos que se constroem. Normalmente, nos sentimos úteis na vida de pessoas que têm interesses e paixões parecidos com os nossos.

Além disso, quando toca um instrumento num grupo de pessoas, seja uma banda ou numa sala de aula, também exercita o senso de responsabilidade. É preciso saber com exatidão o momento de começar e parar os seus acordes e abrir espaço para que as outras pessoas envolvidas, também encontrem o seu lugar e sintam a música da mesma forma.

É necessário ser pontual, cumprir com o combinado e nunca deixar o bom-senso de lado. É um processo que se torna automático a partir do momento que reconhece a importância de cada integrante, sem exceção.

Aprender a tocar um instrumento é também uma ótima escola, onde se aprende tolerância e respeito pelas outras pessoas, sejam elas músicos, parceiros ou mesmo o seu público, que será o verdadeiro responsável pelo seu sucesso num momento futuro.

6. Crescimento da criatividade e capacidade de superação com a bateria

Tocar um instrumento de percussão também ajuda a desenvolver a criatividade. Este fenómeno acontece porque, além da técnica, essencial para começar a tocar, pode criar as suas próprias composições. O improviso faz parte da vida de todo e qualquer músico, funcionando como uma espécie de termómetro que denota o seu humor musical.

Assim como a linguagem e a lógica matemática, a capacidade de improvisação faz parte da criatividade e é uma das melhores atividades cerebrais para os artistas.

Esta característica pode ser exercitada desde muito cedo, já que adquirir prática requer tempo, disposição para os ensaios e dedicação. É importante pensar na coordenação e no trabalho de longo prazo.

No início, irá parecer impossível progredir. Mas pouco a pouco, vai descobrindo o prazer de tocar e vai passar a utilizar os meios certos para chegar lá o mais breve possível.

Entretanto, não pode se deixar dominar pela ansiedade. O ideal é encontrar o equilíbrio entre a dedicação e a espera pela chegada dos progressos esperados.

Desafie-se e alcance as suas metas
Tal como um desporto radical, aprender bateria envolve uma auto superação. | Fonte: Unsplash

Em suma: a bateria traz muitos benefícios para o corpo e para a mente. Além disso, a sua aprendizagem pode assemelhar-se, em partes, ao estudo de um novo idioma: o da música. É só começar a tocar para aprender o que significam termos muito peculiares, como pausa (quando todos os instrumentos param de tocar ao mesmo tempo) e trigémeo (figura de 3 notas que são tocadas de uma única vez).

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Ricardo

Marketeer. Professor. Country Manager. Redator. Dedicação a 200% em tudo o que me comprometo ao longo da minha vida. Adoro as diferentes personalidades existentes em ambiente profissional e social. Em constante transformação. Escrevo para partilhar o meu conhecimento e entusiasmo aos leitores que queiram ver respondidas as suas questões ou aprofundar algum tema.