Para ter ritmo, é essencial para quem está a aprender a tocar bateria. No entanto, nem todas as pessoas têm ouvido musical apurado. Algumas nem sequer conseguem identificar um ritmo e, por isso, não significa que não tenham talento musical (ou que sejam incapazes de desenvolvê-lo).

Pense desta forma, muitas pessoas cantam muito mal. Mas não é por isso que são incapazes de dominar um determinado ritmo. Tenha em conta os dançarinos, por exemplo. Não são cantores, e ainda assim são capazes de evoluir através de um ritmo e uma melodia musical.

Sinta a melodia no seu corpo
Quem dança também partilha o sentido rítmico que alguém que toca um tambor de uma bateria. | Fonte: Unsplash

O mesmo é válido para a bateria!

Caso não se sente preparado para identificar notas diferentes, entenda que isso não deve ser motivo para entrar em pânico e acreditar que nunca conseguirá aprender.

Entenda que estudar bateria é uma ótima maneira de melhorar a sua capacidade de identificar e reproduzir diferentes acordes musicais.

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O básico sobre o ritmo da bateria

Compreender teoria musical, ler uma partitura ou tocar os primeiros acordes pode parecer complicado a princípio. Por outro lado, podemos dizer que compreender e reproduzir um ritmo é algo totalmente possível, para qualquer pessoa.

Saber ouvir e capturar a essência do ritmo, é uma prática que pode ser desenvolvida com o passar do tempo. Trata-se da melhor maneira de apurar o ouvido e a capacidade de compreensão.

O primeiro passo é entender a batida. E nada mais fácil que isso. Ainda que nunca tenha pensado em ser músico anteriormente, pode conseguir tal feito. É a batida que faz com que balance os pés ou a cabeça em cada momento que ouve uma música.

A musicalidade está em si
Ao ouvir o som dos tambores os movimentos dos pés e do corpo não ficam indiferentes. | Fonte: Unsplash

No caso de encontrar dificuldades nessa identificação, por que não começar por uma música techno? Cada tempo é bem marcado, por instrumentos fortes como a bateria. É isso que chamamos de batida.

Esta funciona como uma espécie de pulsação da música. Não é porque há pausas, preenchimentos e mudanças na intensidade do ritmo que se pode dizer que a música muda. Uma boa dica para quem está a começar, é tentar manter-se firme mesmo quando a bateria parar ou os refrões sofrerem alterações.

Cada pulsação marca um tempo. E cada ritmo é composto basicamente por 4 batidas.

Tente contar de 1 a 4 na próxima vez que ouvir uma música com batida. Irá constatar que tudo parece fluido. O tempo mais forte é sempre o primeiro. Contar somente de 1 a 3 não funciona mais. O mais comum hoje em dia para um ritmo binário são as repetições a cada 2 ou 4 batidas.

Mas ainda existem as exceções, como a valsa e o jazz, que contam com intervalos de 3 batidas. Nestes casos, são chamadas de ritmos ternários.

E há ainda o blues, que é um exemplo de ritmo que mistura nuances binárias e ternárias.

Está a começar a aprender bateria, o ideal é preferir os binários de 4 batidas. Estes são bem mais fáceis de entender e de se decompor. Normalmente, esta estrutura está presente no pop, rock, rap, techno, dentre outros ritmos similares.

Na próxima vez que começar a fazer "zapping" nas estações de rádio, comece a contar de 1 a 4 conforme as batidas. Vai sentir como o ritmo é mais susceptível. E é assim também que desenvolve a sua criatividade na bateria.

Torne o seu sentido de ritmo com a bateria mais sólido

Depois de ver as diferentes batidas possíveis na bateria, é só prestar atenção à sensação de ritmo, o groove do baterista. Conhecer bem a cada parte da bateria e saber exatamente o que fazer com elas, muitas vezes, não é o suficiente para fazer de si um verdadeiro músico.

O talento para a música vai muito além disso.

Então, relativamente ao seu senso de ritmo?

  • Sente-se seguro sobre os seus acordes quando toca uma música?
  • Acredita que adia ou atrasa os acordes a cada vez que compara uma música que toca ao seu ritmo original?
  • Deseja tornar-se um grande músico, com todas as noções necessárias de acordes, para executar batidas firmes, fortes e ritmadas?

Definição de como se tornar um bom baterista: Mantenha o ritmo e certifique-se de que não está a executar alterações desnecessárias na batida.

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A tarola numa bateria
Para tocar bateria ou outro instrumento é necessário ter o ouvido apurado. | Fonte: Unsplash

Quando há outros instrumentos musicais tocados em conjunto, também devemos prestar atenção à harmonia, sejam estes de corda ou percussão. A bateria pode facilmente encaixar-se com outros ritmos.

É um facto, quanto mais aprender a dominar os ritmos básicos, com mais precisão tocará. No entanto, pode usar os seus conhecimentos para trabalhar mais padrões de ritmo e sequência. É só desenvolver a sua acuidade auditiva.

Caso tenha interesse nesta matéria, quer um exercício para entender melhor o sentido ritmico e ganhar precisão? Eis alguns exemplo:

  • Sintonize seu metrónomo entre 60 e 100bpm - frequência baixa;
  • Foque apenas na marcação;
  • Faça sequências de 2, 3, 4, 6 e 8 disparos;
  • Encaixe cada grupo nas marcações de 4 tempos;
  • Repita na ordem inversa: 8,6,4,3,2,1;
  • Abra os seus ouvidos à precisão dos acordes das suas batidas.

Dedicar tempo a atividades como essa é uma aprendizagem contínua. Desta forma, vai passar a conhecer, nuances dos seus acordes que nunca foram antes imaginadas.

Pergunta-se em como manter o ritmo, como baterista?

Na bateria, quer seja sozinho em casa ou num concerto, é essencial manter o ritmo.

De forma exemplar, é como pronunciar uma sentença curta numa língua desconhecida. Pode até compreender e proferir a frase num primeiro momento, mas serão necessários anos para dizê-la de forma fluente, sem o sotaque da sua língua materna, e no mesmo ritmo que os nativos do idioma em questão o fazem.

Podemos dizer que o tempo para aprender a tocar acordes mais precisos é o mesmo.

Sabe o que pode influenciar o ritmo de um baterista?

Existem 5 fatores principais que influenciam no ritmo de um baterista. São os seguintes:

  • Experiência - Ao contrário do que muitos pensam, ninguém nasce com determinado ritmo (ou sem ritmo). Mesmo que tenhamos habilidades específicas, nem todos prestam atenção da mesma forma à regularidade rítmica de uma música. Ouvir e reproduzir modelos diferentes de som (que não fogem à sua área de interesse) é uma maneira de melhorar a técnica. Mas isso leva tempo! A memória precisa fazer o seu trabalho, e será muito mais fácil identificar incorreções em uma música que toca há 10 anos, do que aquela última que aprendeu no mês passado;
  • Concentração - Com uma alta dose de concentração, o ritmo torna-se inevitavelmente mais estável. Mas está aí outra característica que se desenvolve com a técnica. Se é uma daquelas pessoas que têm dificuldades em manter o foco, vá devagar;
  • Calma - Manter a mente calma evitará que tenha a sensação de que o tempo está a passar rápido e ajudará a desenvolver a concentração. O stress é um dos factores responsáveis por desencadear a instabilidade no ritmo. Antes de subir a um palco, por exemplo, ainda que esteja em uma festa de família, tente-se acalmar;
  • Complexidade dos exercícios - Quanto mais técnica o exercício envolve, maior será a dificuldade de manter o ritmo regular. Nada de tentar queimar etapas e em busca de tornar as coisas mais fáceis. O ideal é encontrar o equilíbrio entre segurança e risco;
  • Respiração natural - deve respirar naturalmente enquanto toca. Se bloquear a respiração, será mais difícil manter um ritmo fluido, e isso significa que se encontra em dificuldades. Cabe a si  trabalhar quer na respiração, quer em manter a calma, para emitir os acordes corretos e conseguir transmitir harmonia ao público através da sua música.
Falta só o banco bateria
A bateria também possui uma partitura que deve ser utilizada com calma e destreza. | Fonte: Unsplash

Só assim terá acesso a todos os benefícios da bateria.

O trabalho do metrónomo no tambor da bateria

Para manter o ritmo em percussão, não há segredos! Precisamos trabalhar com o metrónomo. Isso significa que precisará de trabalhar todos os dias para todas as modalidades de exercícios. Dessa forma, é possível progredir aumentando a velocidade gradualmente, sem nunca deixar de respeitar o ritmo.

Caso considere as batidas por minuto, verá que o progresso pode ser quantificável e os limites, identificáveis. Entretanto, deve ter cuidado ao escolher o seu metrónomo: deve ter todos os elementos necessários para o bom proveito das suas funções. E isso não significa necessariamente escolher algo acima do seu orçamento.

Para trabalhar, pode utilizar o aparelho diretamente nos seus fones ou auriculares de ouvido, apenas com o cuidado de dosar o volume para preservar os seus tímpanos. Assim que se habituar a trabalhar com este, os acordes irão fluir de forma familiar para si.

Além do metrónomo, existem aparelhos específicos que podem ser acoplados à bateria (a tarola, o tambor, o bombo, os pratos, etc.) de modo a emitir sons mais secos ou efeitos especiais durante as batidas clássicas. O principal objetivo de todos estes é um só: ajudar a que evolua nos seus acordes e aprimorar os ouvidos para melhor identificá-los.

Em suma, há um arsenal de ferramentas para quem deseja desenvolver um ouvido musical mais apurado e emitir acordes a cada dia mais precisos. São exercícios de concentração e prática, aparelhos que podem ser acoplados à bateria e uma infinidade de canções para escolher e treinar dia após dia.

Procura uma forma para desenvolver esta característica, pode começar agora mesmo a pesquisar por esses meios e realizar um trabalho direcionado e sério. Para ajudar também no seu processo, pode aceda à nossa plataforma Superprof através do site superprof.pt e encontre um professor particular à sua medida.

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Ricardo

Marketeer. Professor. Country Manager. Redator. Dedicação a 200% em tudo o que me comprometo ao longo da minha vida. Adoro as diferentes personalidades existentes em ambiente profissional e social. Em constante transformação. Escrevo para partilhar o meu conhecimento e entusiasmo aos leitores que queiram ver respondidas as suas questões ou aprofundar algum tema.