A educação é o passaporte para o futuro, pois o amanhã pertence àqueles que se preparam hoje.
Malcom X
O final do ano letivo começa a chegar e em vez de sossego e realização, os alunos do 11º ano e do 12º ano têm ainda uma difícil batalha pela frente: garantir o seu acesso ao ensino superior. E, para isso, têm de ter bons resultados nos exames nacionais!
As datas dos exames nacionais 2026 são algo muito importante e uma verdadeira contagem decrescente para muitos estudantes! Embora o calendário de exames oficial não seja imediatamente anunciado no início do ano, é sempre possível ter uma ideia das datas possíveis. E, a partir do momento em que o IAVE lança o calendário dos exames nacionais, com datas dos exames nacionais de português ou os exames nacionais de matemática, é possível fazer um plano de estudo bem estruturado e ter tempo suficiente para se preparar corretamente!
Calendário dos exames nacionais 2026
É importante que os estudantes estejam cientes das datas de ambas as fases dos exames nacionais que vão utilizar. Como há um espaçamento de tempo entre elas, o aluno pode receber os resultados da 1ª fase e, se os resultados não forem satisfatórios, tem tempo para fazer uma nova candidatura e também de fazerem uma melhor preparação.
Deve sempre consultar a informação completa no site do IAVE, incluindo datas e hora de cada exame.
Mas, para dar uma noção do que pode esperar, estas são as datas de algumas das provas mais importantes:
| Ano | Disciplina | Data 1ª fase | Hora 1ª fase | Data 2ª fase | Hora 2ª fase |
|---|---|---|---|---|---|
| 12º ano | Português | 16 de junho | 9:30h | 16 de julho | 9:30h |
| 11º ano | Geometria Descritiva | 17 de junho | 9:30h | 21 de julho | 14h |
| 11º ano | Biologia e Geologia | 18 de junho | 9:30h | 21 de julho | 9:30h |
| 12º ano | História | 22 de junho | 9:30h | 21 de julho | 9:30h |
| 12º ano | Matemática | 23 de junho | 9:30h | 20 de julho | 9:30h |
| 11º ano | MACS | 23 de junho | 9:30h | 20 de julho | 9:30h |
| 11º ano | Inglês | 23 de junho | 14h | 22 de julho | 14h |
| 11º ano | Física e Química | 25 de junho | 9:30h | 17 de julho | 9:30h |
📌A afixação das pautas da 1ª fase é feita a 14 de julho e da 2ª fase a 5 de agosto1.
Mas mesmo antes do IAVE lançar o calendário do exames nacionais, é possível utilizar as datas dos anos anteriores como um guia. Fazê-lo com antecedência pode ser uma boa ajuda para estruturar um plano de revisão e de preparação para exames nacionais.
Se nos guiarmos pelos anos anteriores, podemos ver que as provas seguem um certo padrão e que costumam ser realizadas em dias semelhantes, normalmente com um mês de diferença entre as fases. Vejamos alguns exemplos!
| Exame | 2024 | 2025 | 2026 |
|---|---|---|---|
| Português (1ª fase) | 14 de junho | 17 de junho | 16 de junho |
| Português (2ª fase) | 19 de julho | 18 de julho | 16 de julho |
| Matemática (1ª fase) | 26 de junho | 30 de junho | 23 de junho |
| Matemática (2ª fase) | 22 de julho | 22 de julho | 20 de julho |
| Biologia e geologia (1ª fase) | 19 de junho | 20 de junho | 18 de junho |
| Biologia e geologia (2ª fase) | 23 de julho | 23 de julho | 21 de julho |
Ou seja, a 1ª fase é geralmente durante o mês de junho, embora possa por vezes ser no início de julho. O resultado é afixado uma ou duas semanas depois, de forma a permitir que os estudantes possam decidir o seu futuro.
Durante esse tempo, o aluno pode candidatar-se à 2ª fase, pedir a reavaliação da nota do seu exame nacional ou, claro, completar a sua candidatura de acesso ao ensino superior.

A 1ª fase de candidaturas decorre durante o mês de julho, prolongando normalmente até à primeira semana de agosto.
Embora saibamos que apenas um mês pode não ser suficiente para estudar a matéria toda, pode ser suficiente para que esse mesmo aluno consiga aprofundar, compreender e decorar melhor, permitindo que faça o exame nacional na 2ª fase com uma melhor preparação do que teve para a 1ª fase, garantindo, assim, acesso ao curso superior que desejar.
Se tiver que se inscrever na 2ª fase, seja por reprovação ou para fazer melhoria, irá realizar novo exame no final de julho (ou primeira semana de agosto). Tal como na fase anterior, o resultado é publicado uma ou duas semanas depois. Se conseguir a classificação que necessita, pode iniciar o processo de candidatura, que é geralmente entre o final de agosto e início de setembro.
Não desespere, ainda pode tentar novamente na 3.ª fase, durante as duas últimas semanas de setembro.
Neste mês entre as fases, depois de o aluno receber o resultado dos seus exames nacionais pode também, caso não concorde com a nota, fazer uma reclamação e pedir uma reavaliação do seu exame.
O que muda nos exames nacionais em 2026?
O ano letivo de 2025/2026 traz algumas alterações no que diz respeito ao funcionamento dos exames nacionais e ao cálculo das classificações do secundário e no acesso ao ensino superior.
O peso dos exames nacionais passa a ser menor
Uma das principais mudanças diz respeito ao peso do exame nacional na classificação final da disciplina.
Até recentemente, o exame representava 30% da nota final. A partir de agora, passa a valer só 25%, e os restantes 75% da classificação resultam da avaliação interna realizada pela escola. Ou seja, o desempenho ao longo do ano letivo passa a ter maior impacto na nota final da disciplina.
Novo cálculo da média final do ensino secundário
Também foi alterada a forma como se calcula a média final do secundário, para refletir melhor a importância das disciplinas que acompanham o aluno durante mais tempo.
Desta forma, o peso das disciplinas passa a depender da sua duração no plano de estudos:
Disciplinas trienais contam 3 vezes
Disciplinas bienais contam 2 vezes
Disciplinas anuais contam 1 vez
Número de provas de ingresso mais flexível
Outra mudança relevante diz respeito ao número de provas de ingresso exigidas pelas instituições superiores.
Podem existir outras mudanças relacionadas com os enunciados a que vai responder, por isso é essencial verificar no site do IAVE com antecedência.
As universidades e institutos politécnicos passam a poder exigir entre uma e três provas de ingresso, dependendo do curso e da instituição. Esta maior flexibilidade permite adaptar melhor os critérios de acesso às diferentes áreas de estudo.
Mudanças na nota de candidatura ao ensino superior
A nota de candidatura ao ensino superior passa a ter uma estrutura mínima definida:
- Média do ensino secundário tem mínimo de 40%;
- Provas de ingresso têm mínimo de 45%;
- Pré-requisitos no máximo de 15%, quando aplicáveis.
Criar uma rotina de estudo e não deixar a revisão para último
Quando falamos do estudo para os exames nacionais, sabemos que a maioria dos estudantes o deixa para a última. Existem alunos que só pegam nos livros e nos apontamentos na noite anterior ao exame!

Embora em alguns casos possa correr bem (muito poucos e com o resultado mínimo), isto é completamente desaconselhado por vários motivos:
Para evitar tudo o que referimos, existe uma forma fantástica que é criar uma rotina de estudo e fazer a devida preparação atempadamente, com apoio de um professor particular (presencialmente ou online) de forma a garantir que o seu acesso ao curso superior de eleição aconteça sem obstáculos.
Criar uma rotina de estudo deve ser algo incutido nos estudantes desde jovens.
Criar uma rotina para estudar não quer dizer que o aluno tenha de estudar 3 horas por dia todos os dias durante os anos que frequenta a escola ou a universidade! Nada disso, quer apenas dizer que deverá pelo menos 30 minutos por dia ler a matéria do dia, ou a cada dois dias pelo menos, de forma a garantir que não restaram quaisquer dúvidas.
Como criar um plano de estudos eficaz para os exames?
Criar um plano de estudo eficaz é uma das estratégias mais importantes para garantir um bom desempenho e alcançar os objetivos académicos. Um plano bem estruturado permite ao estudante organizar o seu tempo, manter-se motivado e reduzir o stress associado à preparação para esta época.
E o segredo de elaborar um plano de estudo eficiente, é prestar especial atenção à forma de dividir o tempo entre as várias disciplinas e adaptar o plano às necessidades individuais de cada aluno.

O primeiro passo na criação de um plano de estudos é realizar uma autoavaliação honesta. O aluno deve identificar as disciplinas a que vai prestar exame, os conteúdos que serão avaliados e o seu nível atual de preparação em cada uma delas.
Para isso, pode usar os resultados dos testes ao longo do ano letivo, enunciados de anos anteriores, e até questionários de diagnóstico. O objetivo é perceber em que áreas se sente mais seguro e onde tem mais dificuldades.
A autoavaliação também deve considerar fatores pessoais como o tempo disponível para estudar, o ritmo de aprendizagem, a capacidade de concentração e outros compromissos (escola, trabalho, atividades extracurriculares). Com essas informações, o estudante poderá montar um plano realista e adaptado à sua rotina.
Em seguida, é fundamental estabelecer objetivos claros e específicos. Em vez de metas vagas como "melhorar a matemática", é preferível definir algo como "conseguir resolver exercícios de funções quadráticas com 80% de correção até final do mês". Objetivos bem definidos ajudam a manter o foco, facilitam a monitorização do progresso e aumentam a motivação.
Uma vez concluída a avaliação inicial e definidos os objetivos, chegou a altura de criar o programa de estudo.
Os objetivos devem ser divididos em metas de curto, médio e longo prazo. As metas de curto prazo (diárias ou semanais) mantêm o aluno focado nas tarefas imediatas, enquanto as de longo prazo (mensais ou até o dia da prova) fornecem uma visão geral do percurso a seguir.
Para isso, o aluno deve contabilizar o número de semanas até ao exame e o tempo total disponível por semana para estudar. É importante ser realista: incluir pausas, tempo de lazer, alimentação e sono.
A divisão do tempo de estudo por disciplina deve basear-se em três critérios:
- Peso da disciplina no exame ou na média final: as disciplinas que têm maior peso devem receber mais atenção;
- Dificuldade percebida: as áreas em que o aluno tem mais dificuldade devem ser reforçadas com mais tempo de estudo.
- Volume de matéria: algumas disciplinas abrangem conteúdos mais extensos ou complexos e, portanto, exigem maior dedicação.
Uma fórmula prática é dividir o tempo total disponível por semana (por exemplo, 20 horas) em percentagens. Suponhamos que o aluno vai fazer exame de português, matemática e biologia:
Português: 30% (6 horas semanais)
Matemática: 40% (8 horas semanais)
Biologia: 30% (6 horas semanais)
Esta distribuição pode e deve ser ajustada ao longo do tempo, conforme o progresso do estudante. À medida que uma disciplina se torna mais dominada, pode-se reduzir ligeiramente o tempo dedicado, em favor de outra mais exigente.
A seguir, é essencial transformar o plano semanal em sessões de estudo diárias. O ideal é distribuir as disciplinas ao longo da semana, alternando matérias diferentes para manter o cérebro ativo e evitar o cansaço mental.
Cada sessão de estudo deve durar entre 50 e 90 minutos, com pausas de 10 a 15 minutos entre elas.
A técnica de 25 minutos de estudo + 5 minutos de pausa pode ser útil para quem tem dificuldade de concentração. O importante é manter a consistência e evitar maratonas de estudo que causam exaustão.
Por exemplo:
Segunda-feira
- 17h00–18h00: Matemática – exercícios de álgebra;
- 18h15–19h15: Biologia – sistema digestivo.
Terça-feira
- 17h00–18h00: Português – análise de texto literário;
- 18h15–19h15: Matemática – funções.
E assim por diante. Deve-se incluir pelo menos um ou dois dias por semana com foco na revisão e resolução de exames anteriores, que são essenciais para ganhar prática e confiança.

Periodicamente (por exemplo, ao fim de cada semana), o aluno deve rever o seu progresso: cumpriu o plano? Avançou nos objetivos? Há dificuldades que precisam de mais atenção? Essas reflexões permitem ajustar o plano conforme necessário. A flexibilidade é essencial: o plano é uma ferramenta ao serviço do aluno, não uma prisão.
Técnicas de estudo comprovadas para os exames nacionais
Além de um bom plano, é importante adotar métodos de estudo eficazes. A simples leitura de manuais ou sublinhar textos não costuma ser suficiente. Métodos mais ativos e eficientes incluem:
Além disso, um bom plano de estudo deve incluir momentos de revisão. É recomendável rever os conteúdos estudados com regularidade para evitar o esquecimento.
Uma técnica eficaz é a revisão espaçada, que consiste em rever os conteúdos dias ou semanas após a aprendizagem inicial.
Por exemplo:
- Rever o conteúdo 1 dia após a primeira leitura;
- Voltar ao mesmo conteúdo após 3 dias;
- Rever novamente após 1 semana;
- Fazer uma última revisão 2 semanas antes do exame.
Este método ajuda a consolidar a informação na memória de longo prazo e evita o estudo de última hora.
Mas atenção! Estudar para os exames é um processo exigente, que deve ser feito com equilíbrio. O descanso adequado, a alimentação saudável, o exercício físico e o tempo de lazer são componentes fundamentais de um plano de estudo sustentável. O descanso, em particular, influencia diretamente a capacidade de concentração e memorização.
Acima de tudo, deve sempre tentar manter a organização e disciplina. A chave para o sucesso está na consistência e na flexibilidade: estudar um pouco todos os dias, ajustar o plano conforme necessário e manter um estilo de vida equilibrado são atitudes que aumentam significativamente as hipóteses de conseguir um bom desempenho!
Preparação para bons resultados e garantir acesso ao ensino superior
Como acabamos de referir, a preparação e o caminho para os exames nacionais começa quando o aluno vê que existe uma dúvida ou questão relativa à matéria e toma a iniciativa de procurar ajuda para conseguir perceber a matéria que poderá encontrar no seu enunciado.
Técnicas de relaxamento, como meditação, caminhadas ao ar livre ou simplesmente ouvir música, podem ser incorporadas no dia a dia para ajudar a aliviar a ansiedade.
Mas, existem outras formas que o aluno pode recorrer para iniciar a sua preparação o mais cedo possível:
- Ler tudo o que os professores recomendarem, todas as obras, livros, artigos, ver vídeos online que sejam sugeridos;
- Estar atento às aulas, deixar o telemóvel de lado e apontar tudo o que o professor diz que seja importante e que possa estar presente no enunciado;
- Pesquisar online os enunciados de exames de anos anteriores e tentar resolvê-los, só vendo a resolução e os critérios de correção depois de completar os exercícios todos;
- Manter uma boa rotina de sono e de descanso;
- Criar o hábito de no mínimo de dois em dois dias pegar nos cadernos e ler o que foi falado nas últimas aulas e se existe algo que possa aprofundar mais;
- Manter-se motivado, ir conhecer a universidade ou o instituto que pretende frequentar para ter uma motivação extra quanto está a estudar;
- Encontrar um bom professor particular com o qual seja possível fazer uma boa preparação e rever todos os conteúdos.
No último ponto referimos que ter explicações para exames nacionais com um professor particular pode ser um fator que leve ao sucesso neste período escolar.

Na realidade, um professor particular pode levar um aluno bastante além do conhecimento exigido para estas provas e este professor pode ser encontrado na plataforma Superprof.
Há milhares de diferentes escolhas para as diversas disciplinas, basta escrever na barra de pesquisas da plataforma que rapidamente aparecerão todos os perfis dos nossos competentes e experientes professores particulares especializados na disciplina em que precisa de ajuda.
Já sabemos que os exames nacionais servem para o aluno provar às instituições o que sabe e aprendeu ao longo do secundário, para que estas, dependendo das notas e médias do ensino secundário e das provas realizadas pelo estudante e comparando-as com as de outros alunos, decida se esse estudante terá ou não vaga na sua instituição.
Mas, por aqui também vemos que as notas não são o mais importante. Poderão ser um fator decisivo do acesso ao ensino superior ou não. Mas, o mais importante é o conhecimento que o aluno conseguiu adquirir ao longo dos anos do seu percurso escolar. E esse conhecimento não poderá ser medido através das notas que tirar, mas poderá ser a base fundamental para o curso superior que o aluno decida tirar.
A Superprof tem milhares de professores disponíveis para ajudar a preparar os exames!
Portanto, uma má preparação exames nacionais é também uma má preparação para o ensino superior e a exigência aqui é bem mais alta do que no secundário. O ideal é que os alunos estudem e façam por compreender pelo menos as disciplinas das suas áreas, para que possam não só ter bons resultados nos exames nacionais, mas também conseguir ter sucesso nas suas restantes vidas académicas e, posteriormente, nas suas vidas profissionais.
Referências
- IAVE (2026) Calendário, acesso realizado em 7 de março de 2026. https://iave.pt/provas-e-exames/calendario/
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