Os exames nacionais são sempre uma grande preocupação para os estudantes em geral, uma vez que os seus resultados têm a capacidade de influenciar não só a nota da disciplina, mas também a média completa do ensino secundário. Ganham ainda mais importância se o aluno os quiser utilizar como prova de ingresso para o acesso ao ensino superior.

Por esse motivo, não é de espantar que haja uma grande especulação em torno dos critérios de classificação de cada fase do exame e da influência desses valores na média dos alunos. Mas ainda existem muitos estudantes que se sentem confusos quando leem os critérios dos exames e que acabam por não intender aquilo que é avaliado no exame, seja ele de língua inglesa, de português, história, matemática ou outro qualquer. Outros não sabem a nota final com que vão ficar, nem percebem como calcular a média do ensino secundário de acordo com os valores que atingiram no enunciado dos exames nacionais.

Foi precisamente para todos esses alunos que vão realizar a prova de língua inglesa e outros exames nacionais do ensino secundário que criamos este artigo. Segue-se toda a informação necessária sobre os critérios de classificação dos exames de inglês e dicas sobre como calcular as médias dos 2 ou 3 anos que completou do ensino secundário, bem como as calcular com as provas de ingresso para a candidatura ao acesso ao ensino superior.

varios alunos numa mesa
Muitos estudantes têm dificuldade em perceber os critérios de classificação das provas e como calcular a sua médio do ensino secundário e de acesso ao ensino superior após os exames. | Fonte: Unsplash.com

Saiba todas as informações necessárias para realizar o exame de língua inglesa.

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Critérios de classificação do exame nacional de inglês

Os critérios de classificação do exame de língua inglesa são a forma de os examinadores classificarem as capacidades demonstradas pelo aluno durante a prova. É com eles que se torna possível determinar quantos pontos vale a resposta do aluno a todas as questões do exame. No final, esses valores são somados para chegar à nota final dos exames, entre 0 e 20 valores.

Estes critérios permitem estabelecer quais são as informações necessárias que cada aluno deve incluir na resposta às questões e como pontuar quando existem informações ou detalhes em falta no enunciado.  No caso dos exames de línguas, uma vez que existe uma prova para a componente escrita e uma prova para a componente oral, são criados dois conjuntos de critérios de classificação distintos para cada componente.

Ainda que existam alguns critérios que são específicos da cada prova, como é o caso da gramática, certas competências estão presentes em todos os exames. É dessas que deve ter noção antes de fazer o exame, para garantir que obtém o maior número de pontos possível em cada questão.

Na prova escrita, no que diz respeito às questões de gramática apenas têm cotação as respostas corretas, não existindo classificações intermédias. Mas na componente de redação, avalia-se a capacidade dos estudantes exporem o seu ponto de vista de forma coerente e coesa. Se são capazes de redigir um texto, respeitando o tema proposto, expondo as suas razões e dando exemplos.

Se mantêm uma boa estrutura de texto, sendo capazes de articular as ideias de forma coerente e utilizam mecanismos de coesão textual, como conectores variados e substituições nominais ou pronominais, em parágrafos definidos e bem organizados. Também se avalia os recursos linguísticos utilizados, bem como o controlo do vocabulário, o domínio das estruturas e das formas gramaticais e a pontuação e precisão da ortografia.

Isto é particularmente importante porque independentemente da qualidade da redação produzida, a utilização de um registo de língua não adequado à situação que foi proposta na questão implica a atribuição de uma pontuação inferior à que seria atribuída, tendo em conta todos os outros fatores descritos anteriormente. E lembre-se, sempre que a extensão não corresponder aos limites de palavras estabelecidos, é descontado um ponto.

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A oralidade é uma componente muito importante da educação e formação de um aluno e é por isso que é avaliada nas provais nacionais de línguas. | Fonte: Unsplash.com

No que diz respeito à prova oral, avalia-se se os alunos se expressam com um leque alargado de recursos linguísticos, com formulações variadas, poucas repetições e sem dificuldades. Se têm bom domínio de estruturas gramaticais simples, e conseguem utilizar estruturas complexas ainda que cometam algumas imprecisões, se têm bom controlo e adequação vocabulares, bem como uma pronúncia clara. Se comunicam com espontaneidade e facilidade, com pausas pontuais para planificar o discurso, mas não demasiadas ou demasiado longas.

Também se avalia se os estudantes apresentam durante a sua exposição informação relevante, num discurso claro e coerente e se recorrem a mecanismos de coesão frásica eficazes. E, finalmente, se iniciam, mantêm e concluem o seu discurso de forma eficaz, tendo sempre intervindo de forma apropriada durante o decorrer da prova, sem necessitar de ajuda do interlocutor ou interlocutores.

Todos estes são aspetos importantes da oralidade e sempre que o aluno não apresente estas capacidades ou as apresente com mais dificuldades, serão descontados pontos. É precisamente por este motivo que é importante que tenha noção de quais são as matérias que podem sair na prova de língua inglesa.

Como calcular a nota final da disciplina e a média do ano?

Depois de completar o exame de inglês e saber qual é a sua nota, pode finalmente calcular a nota final que vai ter à disciplina. O cálculo não tem nada de complicado, mas para muitos estudantes é uma verdadeira dor de cabeça. Na verdade, não podia ser mais simples.

escrever num caderno
Se não passar na primeira fase dos exames, pode inscrever-se na fase seguinte e tentar ter melhor nota com outro enunciado. | Fonte: Unsplash.com

Para calcular o valor final da disciplina, basta fazer a média da classificação interna final da disciplina e da classificação que teve no exame nacional, com a formula 0,7 x CIF + 0,3 x CE.

Ou seja, tem que fazer a média aritmética das classificações internas (CI) dos vários anos da disciplina para obter a classificação interna final (CIF) e depois fazer uma média ponderada, arredondada às unidades, entre este valor e a classificação do exame (CE), também arredondada às unidades, dando um peso de 70% à CIF e um peso de 30% à CE.

Ainda parece muito complicado? Nós damos um exemplo. Se a classificação interna do 10º ano forem 15 valores e a do 11º ano de 16 valores, a CIF é igual a (15+16)/2, que são 16 valores. Se tiver 15 valores de nota do exame, a classificação final da disciplina (CFD) é igual a (0,7x16) + (0,3x15), que são 16 valores. Vê? Não foi difícil!

Atenção que esta fórmula só se aplica a alunos que são obrigados a fazer o exame nacional. Para os alunos autopropostos, a classificação final da disciplina é a classificação do exame.

A média do ensino secundário (MES) é a média matemática arredondada às unidades da CFD de todas as disciplinas que integram o plano de estudos, ou seja, o valor somado da classificação de todas as disciplinas, divido pelo número das mesmas (8).

Para chegar à nota de candidatura de acesso ao ensino superior tem que verificar qual é a ponderação que cada instituição dá a cada uma das duas componentes, no curso que pretende seguir. A média do secundário poderá valer entre 50% e 65% e as provas de ingresso podem valer entre 50% e 35%.

Para este efeito, as classificações dos exames nacionais do ensino secundário que vai utilizar como provas de ingresso (PI), tal como o exame de inglês, são utilizadas sem arredondamentos, como aparecem na pauta das notas.

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A oralidade é uma componente muito importante da educação e formação de um aluno e é por isso que também é avaliada nas provas nacionais de línguas. | Fonte: Unsplash.com

Sabe se vai ter ou não que fazer o exame nacional de inglês no ensino secundário? Descubra quem são os estudantes que realizam estes exames.

Médias de entrada nos cursos de inglês do ensino superior

Existem vários cursos no ensino superiores relacionados com a língua inglesa e o seu exame, quer seja na área da educação e do ensino, na área da tradução e interpretação ou até mesmo na área da literatura. Todas elas permitem o acesso através do exame de inglês do ensino secundário e, portanto, podem ser uma opção a considerar para os alunos que realizam estas provas.

Para esses alunos, ter uma boa nota na primeira ou segunda fase do exame nacional é mais do que ter uma boa nota final na disciplina, é também uma forma de aumentar as hipóteses de acesso ao curso do ensino superior que tanto desejam. Para isso, terão que atingir um determinado valor de média, valor esse que é influenciado pelo exame de admissão que é escolhido.

Para atingir esse valor final é importante que se prepare de forma correta e estude todas as matérias com antecedência, para que não hajam surpresas no enunciado. Mas sabe qual é o valor que deve tentar atingir? Imaginamos que não! Por isso, compilamos as médias de acesso ao ensino superior de vários cursos na área da língua inglesa, para que possa ficar a saber quais foram os valores médios dos últimos anos.

Área do CursoMédias de 2018Médias de 2019Médias de 2020
Línguas Aplicadas16 a 18 valores16 a 17 valores16 a 18 valores
Tradução13 a 15 valores13 a 16 valores14 a 17 valores
Línguas e Culturas Estrangeiras14 a 15 valores14 a 14 valores15 a 16 valores
Línguas e Literaturas Europeias13 a 15 valores14 a 15 valores15 a 16 valores
Língua, Literaturas e Culturas14 a 16 valores14 a 16 valores15 a 17 valores

Deve ter em mente que os valores dos anos anteriores são apenas uma orientação e não uma representação das médias deste ano e dos anos seguintes. Por isso, deve aplicar-se ao máximo para conseguir ter as melhores notas possíveis, mesmo que a sua média do ensino secundário já esteja acima destes valores. Isso nunca é uma garantia de que vá conseguir aceder ao curso.

E se sentir que necessita de alguma ajuda, pode sempre ter explicações com um professor particular. Na Superprof encontra professores para explicações que além de terem formação extensa em português, matemática, história e ciências, também lhe podem dar explicações de língua inglesa. Estes profissionais criam um plano de estudo personalizado, e ajudam a analisar um enunciado e os seus critérios de classificação para esclarecer todas as dúvidas.

Se tiver explicações com um professor particular, vai poder focar-se na componente da prova em que sente mais dificuldades e ter alguém que lhe propõe exercícios e dicas para que possa ter a pontuação máxima dos critérios de classificação. Este apoio personalizado é uma grande mais valia nas disciplinas de português, matemática ou história, mas é ainda mais importante no caso de outras línguas que não a nossa língua materna, como o espanhol e o inglês.

O professor particular irá também aproveitar as explicações para treinar a sua pronúncia e praticar o discurso para a prova oral. Por isso, estas explicações são a melhor forma de estudar toda a matéria avaliada nos critérios dos exames, testar um enunciado criado especialmente para as suas dificuldades e garantir o acesso ao ensino superior, logo na primeira fase dos exames e sem mencionar a segunda fase.

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Catarina

Eterna otimista, com um bichinho por viajar. Apaixonada por literatura e ficção. Metro e meio de pessoa, vivo pelo lema "Though she be but little, she is fierce". Trabalho atualmente como tradutora e redatora freelancer.