Introdução à contabilidade e às funções do contabilista
Para além de frequentar cursos nesta área e de dominar o conceito de demonstrações financeiras, o contabilista tem de saber acompanhar as expectativas de todos os seus clientes, e isso requer que tenha algumas qualidades, entre as quais: sentido de organização, sentido de responsabilidade e sentido de urgência pois por vezes surgem situações que só o contabilista pode esclarecer e resolver. Para além disto, e como funções básicas, um aluno de introdução à contabilidade deve estar preparado para:- registar e fazer a gestão de todos os dados contabilísticos fornecidos pelo seu cliente;
- organizar todos essas informações para que os relatórios e demonstrações sejam feitos de forma correta e rigorosa;
- demonstrar o resultado desses mesmos relatórios e balanços para que o seu cliente tenha uma noção clara da sua situação financeira atual;
- analisar as informações, tais como o resultado dos relatórios para que possa elucidar o seu cliente a melhorar ou manter a situação financeira atual;
- e acompanhar o seu cliente, quer seja na elaboração de relatórios ou de documentos fiscais como a declaração de IRS, ou mesmo num processo de progressão de um negócio.
- serviço virtual ou online: onde faz a análise de parcelas da parte burocrática da contabilidade. Este é um serviço com um custo relativamente mais baixo devido à presença de automação e meios tecnológicos, pois neste tipo de serviço não há necessidade de aproximação entre o especializado nesta área e o cliente;
- ou em regime consultivo: é de conhecimento geral que muitos empresários consideram esta matéria como a "ciência da riqueza e da prosperidade", e por isso procuram um contabilista que garanta o auxilio na tomada de decisões de forma fundamentada e a executarem um plano. Este tipo de serviço é considerado um serviço altamente personalizado, de alto valor e preço e por isso, exige mais proximidade entre o contabilista e o cliente.

Contabilidade online: técnicas e princípios da contabilidade
Para ser um técnico das ciências contábeis, saiba que não é necessário só saber fazer contas, juntar parcelas ou tirar um curso ou formação desta disciplina. É necessário ter aptidões pessoais, saber como fazer a gestão de certas situações, quais as técnicas a aplicar perante o resultado de certos relatórios, assim como quais os princípios que deve seguir para se tornar um técnico de sucesso! Isto significa que, ao aprender as funções dos contabilistas da ciência contábil vai perceber que estas se apoiam em regras específicas para que as tarefas sejam bem executadas. Aqui fica um pequeno resumo:- Escritura contábil: este é o documento que o contabilista realiza de forma organizada e sistematizada, e onde estão os registos das ocorrências que influenciam a evolução patrimonial do seu cliente;
- Demonstrações contábeis: é através desta técnica que o profissional das ciências contábeis apresenta todos os registos efetuados em uma forma condensada, que dão lugar, por sua vez, ao resultado final alcançado pela entidade plural ou pelo cliente singular, num determinado período de tempo;
- Auditoria: esta técnica pretende clarificar com exatidão os registos já efetuados e apresentados nos resultados contábeis anteriores;
- Análise de balanço: esta técnica é feita através das demonstrações contábeis dos dados sistematizados, que apresentam de forma sintética os resultados de um negócio.
- princípio da continuidade: é bastante útil e impõe a consideração de que uma instituição trabalha de forma continuada, com duração ilimitada, e por isso mesmo, não prevê a diminuição ou cessação das suas operações;
- princípio da consistência: implica a manutenção das mesmas práticas contabilísticas de um exercício económico para outro, impedindo assim que em cada um dos exercícios sejam aplicadas as práticas mais vantajosas para as empresas em questão, nomeadamente em termos fiscais;
- princípio da especialização: este obriga a que os lucros obtidos e os custos suportados por uma entidade coletiva sejam registados no período a que correspondem, independentemente do período de ocorrência do eventual recebimento ou pagamento;
- princípio do custo histórico: este princípio defende que os registos contabilísticos devem ser efetuados aos custos de aquisição ou de produção;
- princípio da prudência: este permite, por sua vez, a inclusão nas ciências contábeis de um determinado grau de precaução no contexto de estimativas que é necessário realizar em certas situações, sem contudo dar margem à consideração de proveitos por defeito e/ou custos excessivos;
- princípio da substância: este defende que as operações devem ser contabilizadas de acordo com a sua substância e realidade, e não apenas de acordo com a sua forma legal.
- princípio da materialidade: este último princípio, e também bastante útil e pertinente, refere-se à necessidade das demonstrações financeiras evidenciarem devidamente todos os elementos relevantes, tendo em conta os utilizadores da informação contabilística.
Formação contabilidade: tudo sobre terminologias importantes
Se já fez a matrícula ou inscrição durante o mês de agosto, num curso certificado de ciências contábeis ou está a pensar frequentar cursos ou aulas online ou EAD de contabilidade (ensino à distância), temos certeza que já ouviu falar em direitos e obrigações fiscais. Estamos certos? Mas o que são obrigações fiscais? Existem vários tipos de obrigações? Um contabilista certificado conseguirá responder-lhe, mas nós também! Para começar podemos dizer que obrigações fiscais é o termo frequentemente utilizado quando o tema da conversa são os valores que têm de ser pagos ao Estado. Este tipo de pagamento ou mensalidade pode aplicar-se a indivíduos singulares ou a entidades plurais. Ou seja, toda a gente está sujeita ao pagamento das obrigações fiscais, nos termos previstos pela legislação portuguesa. Por outro lado, no âmbito da contabilidade existe também o direito ou o "direito a receber" que significa poder de exigir algo, tal como: valores, títulos, contas, entre outros. Se ainda não ficou completamente esclarecido, deixamos uma pequena lista de mais direitos a receber:- Nota promissória (ou commercial paper);
- Nota fiscal (NF) e cupão fiscal;
- Fatura;
- Duplicata ou duplicados.
- Bens tangíveis: “palpáveis”, corpóreos;
- Bens intangíveis;
- Bens imóveis;
- Bens móveis.

Curso de contabilidade sobre conceitos de Capital em Portugal
Na contabilidade, o conceito de capital é uma das parcelas que deve constar no plano da análise da condição de uma empresa, e significa o montante que é disponibilizado ao negócio em questão, e que deve ser utilizado nas atividades que esta mesma realiza para gerar as suas receitas e lucros. Porém, existem vários tipos de capital, consoante esse mesmo financiamento:- Capital Próprio ou Património Líquido: é um dos termos aprendidos nesta ciência e aplica-se ao valor conseguido unicamente através do negócio, ou seja, que pertence e serve unicamente as necessidades da mesma;
- Capital de Terceiros: é também uma das parcelas que deve constar no plano da análise da condição financeira de uma empresa e aplica-se quando uma entidade coletiva financia o seu capital por meio de dívidas para este ser utilizado nas atividades que realiza, como quando adquire empréstimos.
Explicações contabilidade sobre os sistemas de normalização
No ensino das ciências contábeis vai aprender que a normalização contabilística é o conjunto de normas, regras ou procedimentos que devem ser seguidos pelas diversas entidades económicas, no que diz respeito à nomenclatura, âmbito ou comparação, as regras de movimentação das contas, colorização de elementos patrimoniais, determinação dos resultados e elaboração das provas contabilísticas. Estas normas foram concebidas pela legislação fiscal e por isso, é também correto dizer que a legislação fiscal faz parte da normalização contabilística, uma vez que ambas influenciam o modo das instituições organizarem e demonstrarem o seu resultado financeiro.
- Estrutura conceptual (EC): esta estabelece os conceitos contabilísticos básicos e assume-se como um guia referencial do Sistema de Normalização Contabilístico, sendo que, a Estrutura Conceptual não se assume como uma norma pois em caso de conflito, prevalecem sempre as normas contabilísticas previamente estipuladas.
- Bases para a apresentação de demonstrações financeiras (BADF);
- Modelos de demonstrações financeiras (MDF);
- Normas Interpretativas (NI);
- Norma contabilística para mico entidades (NC-ME);
- Normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF);
- Norma contabilística e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE);
- Norma contabilística e de relato financeiro para entidades do setor não lucrativo (NCRF-ESNL).
Cursos de contabilidade sobre demonstrações financeiras
Se está à procura de cursos de contabilidade online já em Agosto, saiba que um dos assuntos mais comuns é saber o que são, para que servem e quais as características das demonstrações financeiras. Este relatório ou documento é, de forma sucinta, uma análise às parcelas e movimentos empresariais que apresenta a posição patrimonial e os resultados de um negócio num determinado momento do ano ou da história do negócio. Saiba ainda que apenas as sociedades estão obrigadas a prestar contas periodicamente com recurso a estas ferramentas e que este documento pode assumir vários formatos:- Balanço: tem como função principal, mostrar a situação patrimonial do negócio, apresentando os valores do seu ativo, passivo e capital próprio;
- Demonstração de Resultados: é, de forma sucinta, o relatório que apresenta detalhadamente os rendimentos e os gastos do negócio em questão. Assim, este documento permite tirar conclusões acerca do resultado da empresa, ou seja, verificar se obteve lucro ou prejuízo num determinado período de tempo.
- Demonstração de Capital Próprio: este resultado pretende dar a conhecer as mudanças registadas no capital próprio de uma entidade coletiva durante um determinado período de tempo. Por consequência, pode denunciar uma redução ou um aumento dos ativos líquidos da organização.
- Demonstração de Fluxos de Caixa: o objetivo principal deste documento é dar a conhecer a informação sobre os recebimentos e pagamentos em dinheiro, sejam eles em numerário ou depósitos à ordem, movimentos que acontecem durante a atividade normal do negócio. Para além disto, pretende ainda mostrar de que forma é que o dinheiro foi aplicado, investido e de que modo foi obtido;
- Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados: este último modelo consiste numa detalhada e precisa descrição de todos os factos que se mostrem relevantes na interpretação da demonstração financeira apresentada.

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