Queremos aprender coisas novas, fazer algo diferente ou realizar um sonho antigo. Aprender a tocar um novo instrumento musical pode estar nos seus planos para adicionar uma nova habilidade ou mesmo um novo passatempo para o seu dia-a-dia, não é mesmo?
De certeza que deve conhecer pelo menos um amigo com o mesmo objetivo e que acabou de de inscrever em aulas de guitarra. Mas aprender a tocar guitarra vai exigir algumas aulas, muita prática e principalmente, vai depender do seu entusiasmos e vontade de aprender.
Se decidiu que vai começar a tão sonhada aula de guitarra, está na hora de pensar em comprar o seu próprio instrumento. E para o ajudar, deixamos aqui algumas dicas de como pode escolher a guitarra mais adequado.
Como não acabar por escolher a guitarra errada?
A primeira guitarra será sempre um instrumento de grande valor sentimental e, por isso, se pretende mantê-la durante bastante tempo, deve garantir que escolhe o modelo certo. Deve ter em conta que está agora a começar a formação e ainda tem muito caminho para progredir. A fase inicial da aprendizagem é um momento de descoberta de novos sons e estilos musicais.

Além de isso, pode ter a certeza que vai acabar por ter interesse em adquirir mais de uma guitarra. As possibilidades de sons, estilos, versatilidade de alguns modelos, são inúmeras. Vai se abrir todo um novo leque de opções!
E ser iniciante no instrumento não significa que não possa se identificar com mais do um estilo musical, mas não se deve prender a nenhum enquanto está em formação. Nesta fase vai aprender sobre as diferenças de sonoridade entre os vários tipos de guitarra, vai ficar a conhecer qual é o modelo mais adequado para este ou aquele tipo de música, as diferenças entre os tipos, etc.
Estas informações também são importantes no momento de adquirir a sua primeira guitarra, porque podem fazer a diferença entre comprar o equipamento certo ou errado. Por isso, analise bem as informações que já tem, procure ajuda de um músico, professor ou amigo que já tenha passado por esta experiência e que o possa ajudar a fazer a escolha certa.
Quais são os diferentes tipos de guitarra que existem?
Existem pelo menos três tipos principais de guitarra que deve conhecer. Além disso, muitos modelos possuem diversas variações que podem influenciar na sua sonoridade. Mas vamos aqui apenas focar-nos nos três modelos de guitarra mais versáteis, as suas características e a sua sonoridade.
Guitarra clássica: a escolha mais comum entre os iniciantes
Como o próprio nome indica, a guitarra clássica é o modelo ideal para todos aqueles que apreciam as músicas mais clássicas. Podemos encontrá-la nas mãos de músicos de diversos géneros musicais, como clássico, jazz e até mesmo pop.
A guitarra clássica é um instrumento de cordas dedilhadas que se distingue pela sua sonoridade quente, suave e equilibrada. Uma das suas principais características é o uso de cordas de nylon, que produzem um som mais doce e menos metálico do que as cordas de aço. Este tipo de corda exige menos força nos dedos, o que torna o instrumento ideal para o desenvolvimento da técnica e para o estudo de dedilhados.
O braço da guitarra clássica é geralmente mais largo e plano do que o de outros tipos, o que permite uma maior precisão na colocação dos dedos e facilita a execução de acordes complexos. O corpo é oco e construído, na maioria das vezes, em madeiras como o cedro, que contribuem para um som encorpado e ressonante.
Outro traço marcante é o tamanho padrão de 4/4, embora existam versões reduzidas para crianças ou iniciantes mais jovens. A guitarra clássica não precisa de amplificação elétrica, sendo um instrumento puramente acústico que valoriza a expressividade do toque e a naturalidade do som.
Geralmente este é o modelo mais comprado por iniciantes, porque tem preços mais acessíveis.
No entanto, as características sobre as a quais falamos aqui geralmente não são levadas em conta. É também a escolha mais comum para iniciantes devido à sua tocabilidade confortável e ao timbre agradável.
Se o seu objetivo é tocar algo no estilo clássico, este é o modelo ideal. Se se pretende aventurar em outros estilos como folk, pop e rock, procure por outros modelos de violão, como o acústico ou até mesmo fazer aulas de guitarra classica.
Guitarra acústica: o modelo polivalente
A guitarra acústica diferencia-se da clássica por ter cordas de aço e o braço mais fino. É um instrumento versátil e poderoso, ideal para todos os estilos musicais e muito utilizado em estilos como pop, rock, country e jazz. Diferencia-se pela utilização de cordas de aço, que produzem um som mais brilhante, metálico e com maior projeção do que as cordas de nylon da guitarra clássica. Esta característica torna-a ideal para acompanhamento vocal, apresentações ao vivo e estilos que exigem volume e presença sonora.
O corpo da guitarra acústica é geralmente maior e mais robusto, o que contribui para uma ressonância mais intensa e um som mais rico em harmónicos. Existem vários formatos de corpo (como dreadnought, jumbo e auditorium), cada um com diferentes equilíbrios entre graves, médios e agudos. O braço tende a ser mais estreito do que o da guitarra clássica, o que facilita a execução de acordes e o uso de palheta, muito comum neste tipo de instrumento.
Muitos modelos incluem ainda captação elétrica, que permite ligar a guitarra a amplificadores ou mesas de som, o que torna ideal para atuações em palco. Combina resistência e qualidade sonora, e é uma excelente escolha para quem procura um instrumento expressivo e versátil.
Consegue posicionar os seus dedos de forma adequada e não precisa de tanto esforço para alcançar algumas notas.
É um modelo muito versátil e pode ser utilizado para as aulas e para a prática do instrumento em casa, para cantar e se divertir com os seus amigos, etc. Se está à procura de uma guitarra que o acompanhe a todos os lugares e ocasiões, este é o seu modelo.
Guitarra: a escolha para os amantes de rock
A guitarra elétrica tem como principal diferença a falta de uma caixa acústica para ressonância do som produzido. Diferencia-se das guitarras acústicas e clássicas por depender de amplificação elétrica para produzir som. As suas cordas, normalmente de aço niquelado, geram vibrações captadas por pickups magnéticos, que transformam o som em sinal elétrico e o enviam para um amplificador. Isto permite um controlo quase ilimitado sobre o timbre e o volume.
O corpo da guitarra elétrica é geralmente sólido, sem caixa de ressonância, o que reduz a microfonia e proporciona maior sustentação das notas. Existem também versões semiacústicas, com câmaras internas que combinam ressonância natural e características elétricas.

O braço é mais fino e estreito do que o das guitarras acústicas, o que permite maior velocidade e precisão nos solos.
Outro elemento distintivo é o sistema de controlo, composto por botões de volume e tonalidade, além de seletores que permitem alternar entre pickups, e criar timbres variados. A guitarra elétrica pode ainda incluir uma ponte móvel (tremolo), usada para efeitos expressivos. É um instrumento extremamente versátil e podemos encontrá-la nas mãos de músicos de jazz, rock, blues e até mesmo da música pop.
Com a tecnologia de captadores, pedais e amplificação, podemos transformar o som da guitarra e adicionar milhares de efeitos.
A primeira guitarra elétrica
Hoje, repleta de acessórios adicionais de guitarra que permitem uma maior variedade do som, na verdade, a sua história data a 1930, quando Georges Beauchamp decidiu transformar a ideia de uma guitarra havaiana no que poderíamos chamar de guitarra elétrica. Foi através de uma adaptação e instalação de captadores que a chamada "Frying Pan", criada pela Rickenbacker, ganhou forma.
Com o surgimento da guitarra elétrica, nasceu também um forma desafiadora e única de se expressar culturalmente. Temos hoje em dia, inúmeras bandas e inúmeros artistas que conseguem dar a este instrumento um novo significado. A verdade é que a guitarra elétrica e o rock mudaram o mundo da música.
A guitarra elétrica não mudou apenas a música, mas também deu lugar a um novo tipo de artistas!
E foi Sister Rosetta Tharpe que, ainda nos anos 30, pegou numa guitarra elétrica e deu um novo significado à música de seu tempo. Trouxe uma nova experiência ao misturar o ritmo de rock a letras gospel. Influenciou grandes nomes do nosso tempo com Elvis Presley e Aretha Franklin.
Guitarra acústica versus semiacústica
Embora à primeira vista a guitarra acústica e a guitarra semiacústica possam parecer semelhantes, tratam-se de instrumentos com características, construções e propósitos bastante distintos. Ambas pertencem à mesma família e partilham alguns elementos estruturais, como o corpo de madeira e as cordas metálicas, mas diferem profundamente na forma como produzem som, no tipo de amplificação e na resposta sonora que oferecem ao músico.
A guitarra acústica é um instrumento de ressonância puramente natural. O som é produzido através da vibração das cordas, que se transmite para o tampo de madeira e se projeta pela caixa de ressonância. Quanto maior for essa caixa, maior será o volume e a projeção sonora. É um instrumento ideal para quem toca em espaços pequenos, toca sozinho ou prefere uma sonoridade orgânica e natural, sem depender de eletricidade ou equipamentos adicionais.
A guitarra semiacústica, por outro lado, combina elementos da guitarra elétrica e da acústica. Possui uma caixa de ressonância parcial, mais fina e com câmaras internas, e está equipada com pickups magnéticos que captam as vibrações das cordas, e permitem a amplificação do som. Por isso, o músico pode utilizá-la tanto de forma acústica (embora com volume reduzido) como ligada a um amplificador. Este tipo de guitarra é muito popular no jazz, blues e rock clássico, estilos que valorizam um timbre quente, redondo e com um leve toque de ressonância natural.
De forma simplificada, as principais diferenças entre uma guitarra acústica e uma semiacústica podem resumir-se assim:
- Fonte de som:
- Acústica: o som é gerado e projetado unicamente pela caixa de ressonância;
- Semiacústica: o som é captado por pickups e amplificado eletronicamente;
- Estrutura e corpo:
- Acústica: corpo grande e oco, sem componentes elétricos;
- Semiacústica: corpo parcialmente oco, mais fino e com cavidades internas;
- Peso e conforto:
- Acústica: geralmente mais leve, mas mais volumosa;
- Semiacústica: ligeiramente mais pesada, porém mais compacta;
- Som e timbre:
- Acústica: som natural, brilhante e projetado, ideal para acompanhamento vocal e estilos folk;
- Semiacústica: som mais quente e suave, com sustain controlado, perfeito para jazz e blues;
- Amplificação:
- Acústica: depende apenas da acústica do instrumento;
- Semiacústica: necessita de amplificador para o máximo potencial sonoro.
Outra diferença importante está na versatilidade e controlo de timbre. Enquanto que a guitarra acústica oferece um som mais limitado à natureza da madeira e das cordas, a semiacústica permite moldar o timbre através de controlos de volume e tonalidade, bem como da escolha de diferentes amplificadores e pedais de efeito.
No entanto, cada uma tem o seu encanto. A guitarra acústica destaca-se pela simplicidade e autenticidade; é o instrumento ideal para composições, dedilhados e momentos intimistas. Já a guitarra semiacústica é uma opção equilibrada para quem procura o calor de uma acústica aliado à flexibilidade de uma elétrica. Ambas representam caminhos distintos dentro da arte de tocar, e a escolha entre uma e outra dependerá sempre do estilo musical, das preferências sonoras e do tipo de palco onde se pretende brilhar.
Que modelo escolher?
A guitarra perfeita não existe. Por isso, precisa de pensar nas necessidades específicas que, como aluno e iniciante, pode ter.
Escolher o modelo da guitarra mais adequado é um passo essencial para qualquer músico. O mercado oferece uma enorme variedade de guitarras, cada uma com características, sonoridades e propósitos distintos. Encontrar o modelo certo significa compreender o próprio estilo, as necessidades práticas e o tipo de som que se deseja alcançar.
O primeiro ponto a considerar é o tipo de guitarra. Há três grandes categorias: clássica (nylon), acústica (aço) e elétrica. Cada uma responde a diferentes estilos musicais e formas de tocar. Quem pretende dedicar-se à música clássica, ao fado ou à bossa nova deve optar por uma guitarra clássica, de timbre suave e confortável para dedilhados. Já quem aprecia folk, pop ou baladas poderá preferir uma acústica, com projeção e brilho natural. Por outro lado, quem se identifica com o rock, blues ou metal dificilmente dispensará a versatilidade da guitarra elétrica, que permite moldar o som com amplificadores e efeitos.

A ergonomia e o conforto são igualmente fundamentais. O tamanho do corpo, a largura do braço e a altura das cordas (ação) influenciam diretamente a tocabilidade. Instrumentos demasiado grandes ou pesados podem causar desconforto, enquanto cordas demasiado altas dificultam o estudo e podem provocar dores nos dedos. Sempre que possível, deve experimentar o instrumento antes da compra: sentar-se com ele, tocar alguns acordes e avaliar se o peso e o formato se ajustam ao corpo e à postura.
Outro fator decisivo é a qualidade da construção e dos materiais. Madeiras como o mogno ou o abeto influenciam o timbre e a ressonância. Em guitarras elétricas, os pickups (single-coil ou humbucker) determinam boa parte da personalidade sonora: os primeiros são mais brilhantes e definidos, os segundos mais quentes e encorpados. É importante observar também o sistema de afinação, a estabilidade da ponte e a solidez das tarraxas, pois garantem que o instrumento permanece afinado por mais tempo.
Para facilitar a escolha, pode seguir algumas orientações práticas:
- Definir o estilo musical preferido: blues, rock, jazz, clássico ou pop;
- Avaliar o nível de experiência: principiantes beneficiam de instrumentos mais leves e fáceis de tocar;
- Experimentar vários modelos: sentir diferenças de som, conforto e resposta das cordas;
- Consultar profissionais ou professores: uma opinião experiente ajuda a evitar erros comuns;
- Estabelecer um orçamento equilibrado: investir num instrumento fiável desde o início evita gastos desnecessários a curto prazo.
Também é importante evitar escolher apenas pelo preço. Um instrumento barato pode parecer tentador, mas, muitas vezes, compromete a qualidade do som, a afinação e a durabilidade.
É preferível investir um pouco mais num modelo equilibrado, de uma marca fiável, do que gastar menos e enfrentar problemas constantes.
Mas ignorar o estilo musical pessoal é um erro que pode afastar o prazer de tocar. Cada guitarra tem uma personalidade sonora: quem gosta de rock pode sentir-se limitado com um violão clássico, e quem aprecia música erudita dificilmente encontrará o mesmo encanto numa elétrica. Por último, é essencial lembrar que a guitarra certa é aquela que inspira a tocar. Um modelo pode ser tecnicamente perfeito, mas se não houver ligação emocional ou conforto, acabará por ficar encostado. O ideal é escolher um instrumento que motive o estudo diário, que soe bem ao ouvido e que transmita prazer ao ser tocado.
Assim, a escolha não será apenas técnica, mas também pessoal e duradoura, o primeiro passo para uma relação sólida entre o músico e a sua guitarra. A escolha certa nasce do equilíbrio entre gosto, conforto e propósito, e esse cuidado evita que a guitarra errada se torne um obstáculo ao progresso e à paixão pela música!
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